Gás de cozinha aumenta pela terceira vez no ano em Caxias - Economia - Pioneiro

Seu bolso02/11/2016 | 08h05Atualizada em 02/11/2016 | 08h05

Gás de cozinha aumenta pela terceira vez no ano em Caxias

Alta de 2% a 3% chega ao consumidor até o final de semana

Gás de cozinha aumenta pela terceira vez no ano em Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
O aumento na prática deve girar em torno de R$ 1 a R$ 2, dependendo da distribuidora. Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Pela terceira vez no ano, o gás de cozinha ficará mais caro em Caxias. O aumento, que deve ficar entre 2% e 3% na cidade, está previsto para chegar até o final desta semana. A elevação decorre de uma decisão da Petrobras de reajustar os preços do gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha).

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Conforme Alexandre Gil, delegado regional do Sindicato dos Revendedores de Gás do RS, o valor médio de um botijão de 13 quilos em Caxias, na tele-entrega, é R$ 60. O aumento, na prática, portanto, deve girar em torno de R$ 1 a R$ 2, dependendo da distribuidora.

— Alguns estabelecimentos nem devem repassar esse aumento, já que o consumo vem caindo muito. Essa série de reajustes prejudica muito o setor. O consumidor policia o uso.

O primeiro aumento do gás de cozinha no ano foi em março, quando houve reajuste de R$ 1 a R$ 2 devido à alta no preço médio ponderado para o cálculo do ICMS (alta, então, estadual). A segunda elevação foi no começo de setembro. A justificativa para nova alta foi o reajuste nos salários dos empregados do setor, além de ajustes operacionais.

— No ano passado, passamos por quatro aumentos. Antes de 2015, tínhamos apenas um reajuste por ano — destaca Gil.

Em 2014, quando havia apenas um aumento anual no setor, a média do gás na cidade estava entre R$ 48 e R$ 50 na tele-entrega, segundo Gil. Em menos de dois anos, portanto, o botijão de 13 quilos subiu até R$ 12 na cidade (alta que chega a 25%).

Restaurantes devem segurar alta — Mais do que nas residências, o impacto dos aumentos constantes do gás de cozinha chega com força nos restaurantes. No Aroma Grill, por exemplo, são utilizados cerca de 350 quilos por mês do produto, adquiridos normalmente na opção a granel.

A proprietária do restaurante, Silviane Lazzari, avalia que o aumento será absorvido nesse primeiro momento pelo estabelecimento, diminuindo assim a margem de lucro:

— Os reajustes no gás impactam bastante porque fazem parte do custo fixo, ou seja, não temos como mexer na quantidade. Só que não podemos alterar toda hora o valor do bufê porque isso pode afastar consumidores, ainda mais nessa época de retração geral. É bem complicado pra gente. Já temos reajustes em alimentos toda hora e agora temos essa frequência no gás também — analisa Silviane.

O botijão de 45 quilos (utilizado normalmente em restaurantes) conta com média de R$ 260 hoje em Caxias. O aumento nesses casos deve girar em torno de R$ 5 em cada item.

 
 

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