Especialistas e lideranças de Caxias analisam os 6 meses do governo Temer - Economia - Pioneiro

Avaliação12/11/2016 | 07h05Atualizada em 12/11/2016 | 07h05

Especialistas e lideranças de Caxias analisam os 6 meses do governo Temer

Novo presidente assumiu o cargo em 12 de maio

Especialistas e lideranças de Caxias analisam os 6 meses do governo Temer Foto: Marcelo Camargo/ABR
Se em um semestre a crise política parece estar sendo sanada, o mesmo não se pode dizer da econômica.  Foto: Foto: Marcelo Camargo / ABR

No dia 12 de maio, após o Senado decidir pelo afastamento provisório de Dilma Rousseff, o até então vice-presidente da República, Michel Temer, assumiu interinamente o cargo máximo da política nacional. Meses depois, no final de agosto, a posição temporária se tornou definitiva com a oficialização do impeachment da presidente. O governo de Temer, portanto, completa neste sábado seis meses de atuação e já acumula acertos e erros na visão de lideranças e especialistas da região.

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A rearticulação do Congresso, com a busca de apoio político dos parlamentares, é apontada como um dos pontos positivos dessa nova gestão. Marcos Paulo dos Reis Quadros, cientista político e coordenador de graduação do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), ressalta que Temer minimizou os conflitos internos na chamada "política doméstica":

— Esse é um governo eminentemente de transição, por isso ele tem como uma das características o fato de não precisar buscar tanto a aprovação popular. O apoio político, porém, é fundamental e a base de governo foi bem reconstruída — analisa.

Na política externa, Quadros destaca que o rumo que vem sendo tomado mudou bastante. O governo de Dilma, bem como o anterior (de Lula), focava em parcerias internacionais com países liderados por políticos de esquerda:

— Nesse sentido, o (José) Serra (ministro das Relações Exteriores) vem realinhando o Itamaraty _ acredita Quadros.

Se a crise política parece estar sendo sanada, o mesmo não se pode dizer da econômica. O cientista político reforça que esse é o ponto mais crítico do governo de Temer. O tema possivelmente vai concentrar os esforços do próximo semestre:

— Quando a economia vai bem, o governo não é questionado na raiz. Prova disso é que durante a gestão de Lula tivemos o escândalo do mensalão, que poderia até ter causado um impeachment, mas isso nem chegou a ser cogitado porque o Brasil surfava em ondas de crescimento. Os próximos passos, portanto, devem ter a economia como norte — resume o cientista político Quadros.

CONFIRA OUTRAS ANÁLISES

"O Brasil saiu daquela pressão política que vinha travando tudo. Agora está definido quem manda e quem obedece. A melhora na economia, porém, não veio ainda. Notamos sinais mais claros de retomada, como o aumento em investimentos na construção civil, mas nada muito intenso por enquanto. A expectativa é que as medidas continuem, que o governo não espere o Carnaval para começar o próximo ano" — Getulio Fonseca, diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs)

"Os investidores estão tendo mais confiança no país, o que deve ser revertido em aporte financeiro logo. A desconfiança que existia antes sobre as nossas instituições está menor. O que esperamos agora é que o governo dê andamento para a Reforma Política e também para a da Previdência" — Nelson Sbabo, presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC)

"Esse é um governo trágico. Se esse pessoal continuar no poder, o país vai acabar. É um governo ilegítimo, um desastre em todos os níveis. Todas as propostas, especialmente em saúde e educação, são um retrocesso secular. Estão propondo um atraso nos direitos de todo mundo, principalmente nos dos trabalhadores" — Assis Melo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul

"Vemos pontos positivos e negativos nesse governo. Como positivo, destaco o aumento na negociação de apoio com parlamentares. Prova disso, para o nosso setor, é que as vinícolas foram incluídas no Simples Nacional recentemente e sabemos que a Fazenda e a Receita eram contrárias a essa decisão. Como fator negativo, temos a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Estimamos que 85% da produção vitivinícola vêm da agricultura familiar, então essa medida enfraquece o setor" — Carlos Raimundo Paviani, diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)

"A nova equipe econômica vem fazendo um excelente trabalho. O Michel Temer soube escolher bem o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles). O presidente também vem buscando apoio político, o que é bem importante, senão o país fica ingovernável. Nesses primeiros seis meses, notamos muitas boas intenções e percebemos que o dever de casa está sendo feito. É um importante governo de transição" — Ivonei Pioner, presidente eleito da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CDL)

 
 

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