Empresas exportadoras de Caxias estão de olho no impacto econômico da vitória de Trump - Economia - Pioneiro

Economia09/11/2016 | 14h45Atualizada em 09/11/2016 | 14h46

Empresas exportadoras de Caxias estão de olho no impacto econômico da vitória de Trump

Cerca de 15% das mercadorias das indústrias metalúrgicas enviadas ao exterior vão para os Estados Unidos

Empresas exportadoras de Caxias estão de olho no impacto econômico da vitória de Trump Mark Wilson/AFP
A vitória do republicano Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos não agita apenas o mercado financeiro Foto: Mark Wilson / AFP

A vitória do republicano Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos não agita apenas o mercado financeiro, que começou o dia nervoso com a bolsa de valores de São Paulo disparando e o dólar despencando. Embora a moeda americana mais valorizada beneficie as exportações brasileiras, a volatilidade do mercado preocupa para negociações a longo prazo. As empresas exportadoras da Serra, que tem 15% do mercado externo abocanhado pelos Estados Unidos, também estão de olho no impacto econômicos de medidas que podem ser adotadas pelo novo presidente.

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O diretor executivo do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Odacir Conte, ressalta que este é um momento ainda mais delicado, pois as empresas da Serra ainda estão buscando retomar os patamares de exportações dos últimos anos, que já chegaram a 21%, para compensar o desaquecimento do mercado interno. Hoje, as remessas ao exterior somam cerca de 10% do mix de faturamento das indústrias de Caxias do Sul e região. Os Estados Unidos estão entre os principais mercados, importando principalmente autopeças. Conforme Conte, há empresas da Serra que exportam para o mercado norte-americano por meio de outros países, como o México. Manifestações conservadoras de Trump e uma política protecionista colocam o setor em alerta:

— Os republicanos são mais conservadores, por isso acreditamos em mais mudanças internas no que diz respeito à população. Mas por serem mais nacionalistas, também dão muito valor aos seus produtos. Em suas manifestações, Trump fala em gerar emprego e retomar a indústria nacional. Para isso, vai fazer com o que compram fora seja comprado lá dentro. Mas isso o mundo inteiro busca. Vai depender muito da competitividade dos outros países em oferecer qualidade e preço. Então não acredito em grandes mudanças no mercado internacional se não houver uma estratégia específica dele para isso — destaca o diretor do Simecs.

As indústrias caxienses também vem buscando novos mercados, em especial o africano. A cidade vem recebendo missões destes países nos últimos anos. No início do mês, uma comitiva do sindicato está indo para Colômbia prospectar negócios de exportações de ônibus.

 

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