Confiança do empresário perde fôlego no RS - Economia - Pioneiro

Indústria17/11/2016 | 22h20Atualizada em 17/11/2016 | 22h20

Confiança do empresário perde fôlego no RS

Índice de novembro não evolui e se mantém próximo ao do mês anterior

Confiança do empresário perde fôlego no RS Ricardo Duarte/Agencia RBS
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
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Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta quinta-feira, registra acomodação, ao fechar em 53,6 pontos em novembro, praticamente o mesmo de outubro (53,5). Essa estabilização, após uma recuperação acelerada entre maio e setembro, mostra que as condições seguem difíceis e o otimismo perde fôlego.

— Ainda que em menor intensidade, predomina entre os empresários gaúchos a perspectiva de que a melhor gestão da economia, passando pela solução para a crise fiscal e o encaminhamento de reformas importantes, deve levar à retomada do crescimento — afirma o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

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Em novembro, o Índice de Condições Atuais alcançou 47,9 pontos, expansão de 1,3 ponto em relação a outubro. O valor mantém o diagnóstico de piora, pois está abaixo dos 50 pontos. Acima de 50, indica confiança. Já o pequeno aumento em relação ao mês anterior significa que ela se mantém menos intensa.

— A ausência ou a demora de resultados concretos até o momento provoca uma revisão nas expectativas dos empresários, que continuam indicando um cenário de arrefecimento da queda ou estabilização da atividade industrial no curto prazo — observa Müller, enfatizando também que a recuperação deverá ser mais lenta do que se esperava.

A mesma conclusão vale para as condições da economia brasileira (índice de 45,6 para 46,8 pontos) e para as condições das empresas (de 46,9 para 48,6 pontos), que apesar de terem crescido continuam a demonstrar pessimismo por parte dos empresários.

Os empresários gaúchos consultados no levantamento revisaram em novembro a avaliação para os próximos seis meses. O índice de expectativas registrou a segunda queda seguida, caindo de 57,2 para 56,6 pontos. Isso mostra que, ainda que tenha diminuído, o otimismo predomina, pois está acima dos 50 pontos mínimos.

Essa correção se dá com maior ênfase nas expectativas com a economia brasileira, cujo índice recuou de 54,6 para 52,9 entre outubro e novembro. As expectativas com relação às empresas (58,5) permaneceram no mesmo patamar de otimismo de outubro. 

 
 

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