13º salário deve injetar R$ 611,6 milhões na economia de Caxias - Economia - Pioneiro

Benefício10/11/2016 | 07h06Atualizada em 10/11/2016 | 07h07

13º salário deve injetar R$ 611,6 milhões na economia de Caxias

Primeira parte do benefício será paga até o final deste mês

13º salário deve injetar R$ 611,6 milhões na economia de Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
Estimativa média do valor é de R$ 2,8 mil para os empregados formais. Parte do benefício deve ser utilizado em compras de final de ano. Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Considerado um "fôlego" no orçamento para a maioria das família, o 13º salário será parcialmente pago até o final deste mês. Por lei, a primeira parcela deve ser quitada até o dia 30 de novembro. Já a segunda precisa ser paga, no máximo, até 20 de dezembro.

Em Caxias, conforme estimativa do Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS) divulgada nesta quarta-feira, cerca de R$ 611,6 milhões serão injetados na economia por meio do benefício. O valor é a soma dos R$ 474,5 milhões recebidos pelos trabalhadores formais e dos R$ 137,1 milhões esperados pelos beneficiários da previdência social.

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— Embora o número de vínculos venha caindo nos últimos anos em função da crise, o valor total segue subindo porque a média do benefício está maior. Essa alta ocorre como consequência dos reajustes e dissídios nos salários — explica Adalberto Dornelles Filho, pesquisador do Observatório do Trabalho da UCS.

Atualmente, a estimativa média do valor do benefício é de R$ 2.831,73 para os trabalhadores formais. O montante representa alta de 7,27% na comparação com 2015.

Promoções no comércio — A primeira parcela do 13º salário deve ser utilizada especialmente para o pagamento de dívidas, acredita Ivonei Pioner, presidente eleito da Câmera de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL). Segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) com dados de setembro, 74,9 mil pessoas estão inadimplentes na cidade:

— Final do ano é uma época em que as pessoas buscam a recuperação do crédito. Nos últimos tempos, notamos uma procura maior pelo acerto de contas, especialmente por parte dos jovens. Isso é um dos poucos reflexos positivos da crise: em geral, o consumidor está mais consciente e planejado — analisa.

Depois de quitar as dívidas, o consumidor deve ir às compras de final do ano. A segunda parcela, portanto, será utilizada especialmente no comércio. Pelo menos é nisso que apostam os lojistas:

— É a melhor data do ano para as vendas. O comércio, sabendo disso e também da retração, já vem investindo em promoções e em estratégias de pagamento.

Segundo o dirigente, a expectativa do comércio é ao menos "empatar" com os resultados conquistados no ano passado.

 
 

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