'O RS não acompanhou a chamada guerra fiscal, enquanto outros Estados davam incentivos' - Economia - Pioneiro

Caixa-Forte07/10/2016 | 15h01Atualizada em 07/10/2016 | 15h01

'O RS não acompanhou a chamada guerra fiscal, enquanto outros Estados davam incentivos'

Remanescente dos sócios fundadores da Basa, Dagoberto Lima Godoy fala da ascensão e da derrocada da indústria farmacêutica de Caxias 

'O RS não acompanhou a chamada guerra fiscal, enquanto outros Estados davam incentivos' Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Durante 40 anos, de 1958 a 1998, a Basa destacou-se como a maior indústria farmacêutica do RS, diz empresário Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Sobre o leilão judicial trabalhista dos bens da Indústria Farmacêutica Basa, de Caxias, a ser realizado em novembro, como a coluna divulgou, o empresário Dagoberto Lima Godoy, que se define como ¿remanescente dos sócios fundadores¿ da empresa, manda e-mail à coluna que dimensiona essa perda ao mercado. E mais: ajuda a entender essa história e acende um alerta para a importância de zelar por nossas empresas. Com a autorização do ex-presidente da Fiergs, a coluna reproduz trechos do e-mail da liderança caxiense:

– Durante 40 anos, de 1958 a 1998, a Basa destacou-se como a maior indústria farmacêutica do Rio Grande do Sul. Seus produtos, as soluções parenterais (conhecidas como soros de hospital), tinham qualidade e confiabilidade reconhecidas em todo o Brasil e no Uruguai. Nunca teve problemas com o Fisco ou com seus empregados. Entretanto, o Rio Grande do Sul não acompanhou a chamada ¿guerra fiscal¿, enquanto Estados, como Goiás, davam incentivos fiscais impossíveis de enfrentar, pagando ICMS integral e não sonegando impostos, como concorrentes faziam. Então, a minha família, como remanescente dos sócios fundadores, decidiu vender a empresa a alguém que pudesse levar adiante a tradição da marca, o que encontramos em uma universidade, à época de grande prestígio, a Ulbra. A Ulbra tencionava fazer da Basa uma unidade de ensino e pesquisa, no ramo farmacêutico, por isso não desanimando com a baixa rentabilidade financeira do negócio. Infelizmente, poucos anos depois, aquela universidade entrou em profunda crise e a Basa foi leiloada para pagar parte de suas dívidas. Depois disso, a empresa passou por mais de um dono, funcionando intermitentemente, sem conseguir se manter. Fim triste de uma história bonita.¿

Uma perda irreparável.

 
 

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