Frio prolongado ajuda setor hoteleiro da Serra gaúcha - Economia - Pioneiro

Clima21/09/2016 | 15h59Atualizada em 21/09/2016 | 15h59

Frio prolongado ajuda setor hoteleiro da Serra gaúcha

Taxas de ocupação chegaram a 90% nos finais de semana

Frio prolongado ajuda setor hoteleiro da Serra gaúcha Genaro Joner/Agencia RBS
O frio prolongado auxiliou a rede hoteleira da região da Uva e Vinho e das Hortênsias Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

A primavera começa nesta quinta-feira, às 11h21min, mas a Serra registrou nos últimos dias temperaturas de inverno, abaixo dos 10 graus. O frio prolongado auxiliou a rede hoteleira da região da Uva e Vinho e das Hortênsias. Embora a economia ainda esteja retraída, principalmente para o turismo de negócios, o lazer têm reequilibrado os negócios do ramo. Para o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região das Hortênsias (SindTur), os últimos três meses foram melhores do que no ano passado. Carlos Augusto Carvalho, superintendente do SindTur Serra Gaúcha, afirma que o principal responsável pelo desempenho é o frio. 

— No ano passado praticamente não tivemos inverno e as baixas temperaturas avançaram até setembro — destaca.

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Mesmo que o festival de cinema de Gramado atraia bom público, agosto e setembro normalmente são meses de baixa temporada. Além do frio, a Olimpíada do Rio de Janeiro trouxe público para as Hortênsias. Os cariocas anteciparam as férias e lotaram hotéis. A expectativa também é boa para setembro em função da primavera, principalmente em Nova Petrópolis. Em outubro, já começam as primeiras atrações do Natal Luz e para novembro tem o Festival Internacional de Turismo de Gramado. Conforme o superintendente do sindicato da região, a média de ocupação ficou acima de 90% nos finais de semana nos últimos três meses. 

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O Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH) tem taxas menores de ocupação. Mas mesmo com a diminuição de eventos corporativos, foi mantida a mesma média do ano passado. De acordo com a diretora executiva do SEGH, Marcia Ferronato, o frio prolongado contribuiu para que o turismo de lazer tenha compensado a retração da hotelaria de negócios. 

— O corporativo acabou enxugando, mas a ocupação nos atrativos de lazer é ainda maior do que em hotéis porque tem gente que vem de regiões mais próximas e voltam no mesmo dia, o que impacta mais na gastronomia do que na própria hotelaria — explica Marcia.

No geral, a média fechada de ocupação na região Uva e Vinho no mês de julho ficou em 56% e 44% em agosto. Nos mesmos meses do ano passado, a médica ficou em 56% e 46%, respectivamente. Bento Gonçalves, o município com maior número de turistas, manteve uma média um pouco maior em julho, de 66%, e 46% em agosto. Nos finais de semana, varia entre 80% e 90% em Bento. Para o mês de setembro, a diretora do sindicato espera que finais de semana ensolarados com temperaturas mais amenas movimentem mais o entorno e a expectativa é de que a taxa de ocupação gire em torno de 50%.

 
 

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