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Turismo em alta17/07/2016 | 18h55Atualizada em 17/07/2016 | 20h11

Frio e neve espantam crise e fazem hotéis da Serra quase lotarem

Taxa de ocupação atingiu 90%, mesmo com problemas econômicos do país

Frio e neve espantam crise e fazem hotéis da Serra quase lotarem Lu Zanatta,Estrategiacom/divulgação
Foto: Lu Zanatta,Estrategiacom / divulgação

Favorecida pelo frio intenso e pela neve que caiu no último fim de semana na Serra Gaúcha, a região das Hortênsias entrou na segunda quinzena de julho com a rede de hotéis quase toda ocupada. Nem mesmo a crise econômica que atinge o Brasil afastou os turistas, especialmente de Gramado. Dos 13 mil leitos disponíveis em mais de 200 estabelecimentos da cidade, 90% estavam ocupados neste domingo. 

O índice é semelhante ao da mesma época de 2015, considerado o melhor da última década. Em toda a região, de acordo com o sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, a taxa de ocupação é a mesma de Gramado. O presidente da entidade, Fernando Boscardin, explica que as pessoas das classes A e B, principalmente, não deixaram de viajar dentro do país, apesar das dificuldades financeiras.

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— No começo do ano, projetamos que era uma temporada para pagar contas e não demitir. Nesse sentido, está sendo mais do que uma vitória — afirma ele.

Três fatores contribuem para que o inverno de 2016 seja favorável ao turismo na Serra: a estabilização do cenário político em Brasília, a liberação em maio de trecho da RS-115 — bloqueado para obras por quatro meses — e o frio. Boscardin ressalta, porém, que nos meses de março, abril e maio, o movimento foi abaixo do esperado, e as diárias chegaram a custar até 50% menos para atrair visitantes:

— Queimamos aquela gordura que tínhamos e agora precisamos recuperar. A previsão é que, até o final de agosto, conseguiremos reequilibrar estas perdas.

Em média, o viajante gasta cerca de R$ 350 em quatro noites de hospedagem em Gramado. Desde maio, o município arrecada também R$ 2 por diária em cada leito com a Taxa de Turismo Sustentável. Dos R$ 250 milhões que a cidade ganha, 83% estão ligados com este mercado.

— A previsão de neve ajuda muito. Toda vez que o frio é anunciado, os olhos são voltados para nós. Estamos bem, não enfrentamos tanto a crise que outros se ressentem. O fato de termos mais de 50 atrativos, 900 estabelecimentos comerciais e quase 200 bares e restaurantes é importante para nos mantermos como o melhor destino de inverno brasileiro — diz Rosa Helena Pereira Volk, secretária de Turismo de Gramado. 

Em São Francisco de Paula, nevou neste fim de semana, o que contribuiu para atrair mais turistas Foto: Bolívar Medeiros / divulgação assessoria de imprensa da prefeitura

A região das Hortênsias

Principais destinos turísticos: Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula
Total de leitos: 21 mil
Taxa de ocupação em julho de 2016: 90%
Média de gastos por turista: R$ 350
Média de hospedagem: 4 noites
Maior número de turistas: Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste

 
 
 

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