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Comércio informal18/06/2016 | 06h30Atualizada em 18/06/2016 | 06h30

Caixa-Forte: Júlio de Castilhos, a avenida das meias, luvas e toucas

Enquanto alguns leitores criticam falta de fiscalização, outros defendem fonte alternativa de renda dos ambulantes, muitos imigrantes

Caixa-Forte: Júlio de Castilhos, a avenida das meias, luvas e toucas Porthus Junior/Agencia RBS
Calçadas viraram espaço para comercializar todo tipo de produtos Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A coluna abordou recentemente a grande concentração de ambulantes nas calçadas da Avenida Júlio de Castilhos, em Caxias. A maioria dos vendedores de meias, luvas, toucas e afins é formada de imigrantes. O público se posicionou em redes sociais e por e-mail basicamente de quatro formas:

1ª) Criticando a falta de fiscalização do poder público, o que causa prejuízos ao comércio formal, que paga impostos e vê os ambulantes esparramados em frente aos seus estabelecimentos. Isso dificulta o acesso às lojas e às vitrines, fora a questão da concorrência desleal.

2ª) Como a cidade não dispõe de políticas fortes para amparar os senegaleses e haitianos, que dependem de seu trabalho para sobreviver, e as vagas no mercado de trabalho estão escassas, muitos leitores consideram justo eles buscarem uma alternativa de sustento informal, mas digna.

3ª) Alguns leitores afirmaram que as próprias lojas estabelecidas burlam e nem sempre concedem nota fiscal ao cliente, sonegando tributos. Portanto, não têm moral para criticar a informalidade. Claro, não são todas. Não dá para generalizar.   

4ª) Consumidores reclamam da dificuldade de transitar na Júlio e adjacências, de entrar em lojas e de olhar vitrines, em função da grande quantidade de produtos e ambulantes espalhados pelas calçadas, obstruindo um espaço público. 

 
 
 

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