A eterna juventude de Paulo Bellini, fundador da Marcopolo - Economia - Pioneiro

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Série Os Empreendedores08/12/2012 | 05h32

A eterna juventude de Paulo Bellini, fundador da Marcopolo

Para encerrar a série, mais uma história de empreendedores com mais de 80 anos

A eterna juventude de Paulo Bellini, fundador da Marcopolo Maicon Damasceno/
Paulo Bellini é um homem ativo, que gosta de golf e pescarias, e apaixonado pela empresa que começou há 63 anos Foto: Maicon Damasceno

Quem convive com Paulo Bellini se admira com a energia e bom-humor do fundador da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo. Aos 85 anos, ele costuma dirigir seu carro de duas cores pelas ruas da cidade, gosta da praticidade e da facilidade em estacionar. As atitudes do empresário reforçam sua imagem jovial: ele é um homem ativo, que gosta de golfe e pescarias, e apaixonado pela empresa que começou há 63 anos.



Vindo de uma família de oito irmãos, Paulo teve uma infância feliz e sem dificuldades financeiras. O pai era diretor da Eberle, e conseguiu dar uma vida tranquila para a esposa e os filhos. Quando completou a maioridade, Paulo foi para Porto Alegre estudar Administração de Empresas. Com o restante do tempo livre, decidiu procurar um emprego, pois se sentia desconfortável por estar somente estudando. Depois de quase dois anos, voltou para Caxias, pois tinha muita vontade de trabalhar, e o lugar onde estava era muito moleza, como ele mesmo descreve.

Paulo era vizinho de frente dos irmãos Nicola, as famílias eram amigas e os jovens costumavam passar bastante tempo juntos. Os Nicola tinham uma oficina de pintura de cabines de caminhão, e em uma conversa de final de tarde, surgiu a ideia de utilizar parte do espaço para produzir ônibus. A iniciativa era ousada, pois naquela época o forte era a fabricação de carrocerias de caminhão, e justamente para fugir do mercado saturado Paulo e os Nicola decidiram fazer ônibus.

— A gente pensou "por que não fazer ônibus"? Se tem madeira para fazer as carrocerias, por que não ônibus? Começamos a desenvolver e foi ai que surgiu a Nicola, hoje Marcopolo — conta.

No período em que o negócio passou por dificuldades, Paulo sempre procurou conversar com os credores, sem fugir da responsabilidade. Essa conduta ajudou a empresa a atravessar os momentos de crise, reforçou a imagem de confiança e facilitou o acesso ao crédito bancário. Paulo relembra o apoio dos bancos como fator determinante para o desenvolvimento dos negócios. Foram diversos planos econômicos e crises financeiras, e a empresa conseguir superar todos.

Casado com Mary e pai de dois filhos, James e Mauro, Paulo é presidente emérito da Marcopolo, mas não está em seus planos de afastar completamente do trabalho. Agradecido, ele reconhece a importância dos funcionários para a empresa, e atribui a eles o sucesso da Marcopolo:

— Com toda certeza, tranquilidade, posso dizer que a Marcopolo tem que se orgulhar da equipe e do pessoal que tem, que faz a coisa acontecer, faça chuva ou faça sol — reforça.

Leia mais sobre a história de Paulo Bellini no Pioneiro deste final de semana

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