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Avicultura02/06/2012 | 06h05

Criação de codornas ganha espaço na Serra

Em Caxias do Sul, há um matrizeiro que abastece produtores de todo o país e uma granja de ovos

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Criação de codornas ganha espaço na Serra  Daniela Xu /
Animais são vistos como de rentabilidade mais rápida do que galinhas Foto: Daniela Xu
Kelly Isis Pelisser

kelly.pelisser@pioneiro.com

A produção de codornas ganhou impulso nos últimos anos na Serra. Caxias do Sul, que tem uma avicultura diversificada, também apostou neste nicho. A cidade tem o único matrizeiro de codornas registrado na região Sul, que fornece as aves para avicultores de todo o país. Entre os clientes estão granjas de grande porte de ovos de galinha de cidades da região, como Farroupilha, Salvador do Sul e Feliz, que tem nos ovos de codorna uma opção. Em Caxias, a produção ainda é pequena. Apenas um produtor é registrado, conforme a Secretaria Municipal de Agricultura. Mas, as codornas tem potencial: são vistas como um investimento de retorno mais rápido do que as tradicionais galinhas.

A Sulave, com sede no bairro Santa Corona, em Caxias, começou em 1988, trabalhando com galinhas caipiras, de raças como frango de pescoço pelado, poedeira vermelha e poedeira carijó, entre outras, para venda a produtores. Após ter trabalhado em empresas multinacionais de outros países, o médico veterinário Ayrton Cogo viu a oportunidade de negócios na avicultura alternativa. Há 17 anos, por exigência do mercado, a empresa passou a produzir ovos férteis também de codorna, que são comprados principalmente por produtores de ovos. Hoje, por mês, a empresa produz 300 mil dessas aves. 

— Havia um clamor dos distribuidores. Todos pediam codornas. Eu fiz uma padronização, seguindo critérios de sanidade, vacinação. Hoje, o RS é autosuficiente na produção de codornas — aponta o empresário.

O avicultor Edemar Pedroni, 50, apostou na produção de ovos de codornas há dois anos. Há 30, ele cria galinhas para vender ovos. Hoje, tem quatro mil galinhas, que dão 3,6 mil ovos ao dia, e duas mil codornas, com 1,3 mil ovos diários, em São Marcos da Linha Feijó, interior de Caxias do Sul. 

— As codornas vieram porque já tinhamos o moinho (para fabricação de ração própria), toda a estrutura para criação — conta Pedroni, que tem a ajuda da mulher, Nirce, 44, e da filha Graziela, 21, para a produção.

Para o avicultor, a vantagem da codorna é que ela começa a produção cedo e custa mais barato (R$ 1,50, em média) do que uma galinha, comprada por cerca de R$ 8. Mas, conforme ele, o mercado para os pequenos ainda é restrito.

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