Duas empresas do Rio Grande do Sul, a Mirasul e a Finger, receberão no seu quadro de profissionais 27 haitianos do grupo que ingressou no Brasil com visto humanitário. Os estrangeiros fazem parte do grupo de 245 imigrantes que chegaram ao país pelo Acre.
Inicialmente, os haitianos receberam visto brasileiro de caráter humanitário, mas desde 12 de janeiro deste ano, uma resolução interministerial - da Justiça, do Trabalho e das Relações Exteriores - criou um novo de canal de vistos, em que são concedidas cem permissões de entrada no país por mês, a serem emitidas pela embaixada brasileira em Porto Príncipe, capital do Haiti, sem necessidade de comprovação de vínculo empregatício.
A Mirasul e a Finger explicaram que os principais motivos de terem contratado os imigrantes são a falta de mão de obra disponível e a solidariedade em relação ao grupo – as duas empresas arcaram com os cursos de deslocamento dos novos funcionários até o Estado.
Segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh), a maioria dos outros haitianos foram trabalhar, principalmente, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.







