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Caixa-Forte08/10/2020 | 15h10Atualizada em 08/10/2020 | 16h35

"Não foi fácil", diz Daniel Randon sobre decisão de fechar a primeira unidade do conglomerado

CEO das Empresas Randon diz que futuro da área que será desocupada está sendo definido, mas que ela deve servir para otimizar processos

"Não foi fácil", diz Daniel Randon sobre decisão de fechar a primeira unidade do conglomerado Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

"Uma decisão estratégica". Assim o CEO das Empresas Randon definiu a venda da unidade de veículos para a Müller, de Gravataí. Segundo Daniel Randon, a unidade que será desativada em dezembro está um em mercado de players globais e competitivos, e seria preciso investir "pesado" para se manter entre as principais empresas do ramo. A decisão de encerrar as atividades da primeira unidade criada a partir da fundação da companhia chamou atenção. Depois da fabricação de implementos que deu origem ao grupo, a unidade de veículos foi a primeira das 12 empresas que compõem atualmente o negócio. 

_ Não foi fácil, pois temos uma história de 47 anos de uma empresa com produtos com qualidade reconhecidos no Brasil e no exterior, mas decidimos focar nos nossos negócios atuais aonde temos a liderança _ destaca Daniel.

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A Randon Veículos  fez história também por ter feito um dos primeiros acordos de tecnologia com uma empresa europeia. No início da década de 1970,  se aproximou da sueca Kockums. Em 1973, assinou um contrato de compra de tecnologia que permitiu a produção e lançamento, no ano seguinte, do caminhão RK 424, base de uma linha diversificada de veículos especiais do tipo offroad.

Sobre o futuro da área que será desocupada, o CEO disse que as empresas ainda estão avaliando qual uso será dado ao pavilhão e aos terrenos da unidade Veículos. Como eles ficam no mesmo parque industrial de outras empresas do grupo, o uso destas áreas pode permitir otimizações de processos.

São 10 mil metros quadrados, sendo o três mil de pavilhão. Diretores das unidades do grupo ainda estão apresentando opções para aproveitamento do espaço. Daniel fez questão de ressaltar também que a negociação para encerramento das atividades leva em conta o aproveitamento de grande parte da mão de obra.

O CEO também comentou a satisfação de vender os ativos para a empresa Müller e destacou a capacidade da compradora de manter o foco de continuidade do negócio.

_ Está em boas mãos _ conclui Daniel.

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