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Caixa-Forte19/10/2020 | 07h39Atualizada em 19/10/2020 | 07h39

Investidor digital está de olho na Serra

Cristiano Meditsch, sócio da Vakinha, fundador e CEO da Edsun, startup de energia solar, busca hotéis para instalar usinas fotovoltaicas

Investidor digital está de olho na Serra Eduardo Bussolin/Divulgação
Cristiano Meditsch é sócio da Vakinha e fundador e CEO da Edsun Foto: Eduardo Bussolin / Divulgação

Natural de Porto Alegre, o empresário Cristiano Meditsch, CEO e fundador da Edsun, está de olho no mercado hoteleiro da Serra. A startup de investimentos em energia solar está buscando 10 hotéis na região para instalar usinas fotovoltaicas e trabalhar com aluguel das estruturas.

Publicitário, Cristiano também é sócio da plataforma Vakinha, maior site de crowdfunding online do Brasil e da América Latina. Sócio das startups Shoppr, plataforma de delivery de supermercado, e da SmartJudice, aplicativo que funciona como um marketplace jurídico, o empresário destaca como o digital é importante para os negócios, mas que é preciso estratégia para ele fazer a diferença.

Como foi o início de carreira na publicidade? O digital esteve presente desde o início?

Eu me formei em Publicidade em 2001 e, nessa época, a internet já existia e era bem limitada. O digital ainda estava engatinhando. Eu trabalhava com direção de arte em uma agência em Novo Hamburgo. Eu fazia praticamente tudo dentro da agência e, fazendo tudo, eu aprendi muito, o que me possibilitou em poucos meses dar um “peitaço” para abrir minha própria agência em Porto Alegre, junto de outros dois sócios. Tivemos muito sucesso. A Super Comunicação durou mais ou menos 15 anos e eu só entreguei meus clientes para outra agência, da qual sou sócio até hoje (Integrada Comunicação), porque eu tinha que me dedicar ao Vakinha, que, na época, começava a crescer. Fiquei mais ou menos uns três anos.

Quando você entrou na sociedade da Vakinha, adaptar costumes e negócios presenciais para o virtual não era tão comum como agora com a pandemia. Você acreditava que fariam tanto sucesso?

Não sou o fundador do Vakinha, mas demorou muito tempo para ele se tornar o que é. A gente dizia que “nasceu antes do seu tempo”. Para você ter uma ideia, o Vakinha foi fundado quatro meses antes da mais famosa plataforma de crowdfunding do mundo, que é o Kickstarter. Os sócios fundadores gastaram todos os recursos que foram aportados e me pediram para entrar na sociedade de modo a resolver os problemas deles de comunicação e design. Então, me tornei sócio e diretor de marketing da empresa e conseguimos colocar o site, que era o terceiro maior do Brasil, na  primeira posição. Hoje temos 60% a 70% do mercado de vaquinhas online do país. Em 2020, o Vakinha alcançou a marca histórica de 1 milhão de usuários.

Como está o desempenho de cada um dos teus negócios com a pandemia?

O mercado digital nasceu dentro de um universo restrito de programadores e o que eu experimentei dentro do Vakinha foi justamente isso: programadores sabem programar, mas desconhecem comunicação e muito menos conhecem design. Consegui me complementar com programadores e formar uma equipe capaz de fazer as coisas funcionarem, com uma experiência de uso mais prazerosa, um visual mais agradável e conceitos mais condizentes. Falando da pandemia, muitos me dizem que tenho sorte de ter os negócios como os que atuo. O Vakinha, durante a pandemia, cresceu 300%. O Shoppr, que é uma empresa de entregas de supermercado, cresceu 700%. Mas para a Edsun vem sendo um ano ruim. Lançamos a proposta em março e logo tudo fechou, e os condomínios não conseguiram agendar as assembleias para aprovar nossas propostas. Então, pensei, já que a gente vai ficar parado, vamos estabelecer parcerias pelo Brasil para, quando a pandemia passar, estarmos prontos para largar. Vamos estar rodando com muita velocidade na Edsun.

O investimento em energia solar, como se diferenciar neste segmento?

O grande diferencial da Edsun não é a questão do investimento em energia solar, que está em franco desenvolvimento no Brasil. A Edsun entrou no mercado de energia solar para  colocar o digital no meio do segmento e, assim, trazer pequenos investidores para uma plataforma (digital), democratizando o investimento em energia que era sempre realizado por grandes conglomerados econômicos e hoje pode ser feito por qualquer pessoa. Quem quiser pode investir, por exemplo, R$ 10 mil em energia limpa em um condomínio e receber um resultado mensal de “aluguel” desse sistema. É isso que estamos trazendo para o mercado em formato digitalizado: democratizar o investimento na energia limpa, desenvolvendo uma matriz energética legal para o planeta, o que também é revolucionário. Não temos concorrência ainda trabalhando da mesma maneira. Existem startups que financiam usinas solares com fazendas com geração de energia remota. Não acreditamos que seja o melhor modelo. Para nós, gerar energia no mesmo local onde é consumida gera um retorno muito melhor. Queremos trazer pequenos investidores para o mercado de energia limpa, ajudando empreendimentos (condomínios, hotéis, concessionárias de veículos, etc) a terem usinas sem custo de investimento, apenas com um aluguel descontado do que já será reduzido na conta de luz. Esses investidores terão um rendimento hoje superior a 300% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, título de curto prazo) e, pra nós, essa queda dos juros torna a empresa ainda mais atrativa. Muitos são os empresários em busca de alternativas para aplicarem seu dinheiro, e a Edsun é bem viável e oferece baixíssimo risco.

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