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Caixa-Forte30/09/2020 | 07h54Atualizada em 30/09/2020 | 08h02

Vinícolas buscam alternativas para falta de garrafas

Além das empresas importarem com câmbio desfavorável, governo do Estado trabalha com expectativa de instalação de nova fábrica na região

Vinícolas buscam alternativas para falta de garrafas Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Reunião de entidades representantes da cadeia vitivinícola gaúcha com o governo do Estado, na última semana, debateu um problema agravado com a pandemia, a dificuldade do setor na compra de garrafas. Conforme o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta, as poucas fabricantes brasileiras atendem também todo o mercado cervejeiro e a demanda reprimida não é de hoje. Segundo Argenta, com menos insumos, muitas vinícolas estão precisando importar garrafas mesmo com câmbio desfavorável.

É o caso da da Cooperativa Vinicola Garibaldi. Segundo André Rech, comprador da empresa, foi preciso importar da Argentina devido à falta de atendimento no Brasil ocasionada pelo aumento de demanda de garrafas de vinho e também pelas fábricas atenderem outros segmentos, como cervejarias, refrigerantes e bebidas quentes.

_ O custo das garrafas importadas é maior, mas acabamos comprando para poder produzir e atender nossas metas de crescimento e fornecimento no Brasil _ explica Rech.

Duas grandes vinícolas consultadas pela reportagem informaram que não estão enfrentando dificuldades, uma pela diversidade de fornecedores, e outra porque tinha capacidade para investir em estoque maior de garrafas, quando foi avisada que o mercado passaria por desabastecimento. Mas, as vinícolas pequenas, que não têm poder de compra para estocar, são as mais afetadas.

A Cristofoli – Vinhos de Família, da localidade de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, tem este perfil.

– Atualmente eu só consegui comprar um item fabricado no Brasil. O resto estou comprando de distribuidores que importam e o câmbio está desfavorável. Um dos modelos usados para nossos vinhos está em falta, inclusive, no Chile – conta a enóloga Bruna Cristófoli.

Uma das fabricantes de garrafas no Brasil, a Verallia tem uma das fábricas em Campo Bom, no Estado. Contatada pela coluna, a empresa não apresentou uma resposta sobre as condições de fornecimento até o momento. Mas fontes do setor dizem que houve baixa no nível de produção no início da pandemia, seguida de aumento do consumo.

Serra pode sediar nova fábrica

Conforme o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, desde o ano passado, o governo está em tratativas com um grupo de investidores norte-americanos interessados em se instalar no Estado.

– Eles ainda estão levantando informações, mas teriam capacidade de produção de 12 mil garrafas por dia e o investimento previsto seria de mais de R$ 500 milhões – antecipa Covatti.

Segundo o secretário, o interesse seria pela Serra justamente em função do mercado das vinícolas, mas nenhuma cidade foi apontada. Eles também mencionaram interesse na construção de um centro de reciclagem na região metropolitana para obter matéria-prima. Em virtude da pandemia, Covatti disse que o assunto não avançou como se esperava, mas que está sendo retomado, e que o Estado contatou uma fábrica na Argentina.

– Queremos criar um ambiente para incentivar a instalação – promete.

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