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Caixa-Forte11/08/2020 | 12h15Atualizada em 11/08/2020 | 12h15

Retomada do setor moveleiro enfrenta dificuldades com matéria-prima

 Meses de maio e junho mostram o início de recuperação após pandemia

Retomada do setor moveleiro enfrenta dificuldades com matéria-prima Sindmóveis/Divulgação
Foto: Sindmóveis / Divulgação

A indústria moveleira, que tem Bento Gonçalves como principal polo, está voltando a produzir com intensidade nos últimos dias. Só que a retomada do setor enfrenta dificuldades com matéria-prima por uma conjunção de fatores. Segundo o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), além do aquecimento do mercado, a combinação entre as primeiras semanas de produção paradas no início da pandemia, com problemas logísticos que aumentam o tempo para recebimento, e reajuste de preços, tornam a recuperação das empresas mais difícil com a falta de componentes.

O faturamento nominal no polo nesse primeiro semestre foi de R$ 826,59 milhões, queda nominal de 2,9% em relação ao mesmo período de 2019. Enquanto março e abril foram os piores meses da história para a indústria moveleira de Bento, os meses de maio e junho mostram o início de uma leve recuperação.

Os números mais recentes do setor para o  Estado também apontaram a melhora de cenário. Segundo a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), a produção no Estado aumentou 42% em maio na comparação com abril, mas teve queda de 29% em relação ao mesmo período do ano passado.

"Estamos vivendo um momento nunca imaginado"

Presidente da Bigfer, Geraldo Alexandrini, chama de "explosão de vendas" o que que o setor moveleiro vem acompanhando nos últimos 50 dias. Uma das maiores fabricantes de acessórios para móveis da América Latina, a Bigfer é uma das empresas da Serra que precisa lidar com a falta de componentes para produzir, como chapas de MDP e MDF e até papelão, já que a indústria também atua no ramo de embalagens.

_ A maioria dos fabricantes está com vendas suspensas. O pessoal que trabalha com e-commerce vem em um crescimento de mais de 200%. Estamos vivendo um momento nunca imaginado. No início da pandemia, a maioria cortou força de trabalho, baixou estoques e agora faltam componentes. Nunca vivi uma situação como a de hoje _ conta o empresário.

Uma explicação que vem sendo apontada para esse "boom" no mercado de móveis é a mudança no direcionamento dos gastos pessoais do consumidor com a pandemia. Em vez de viajar, sair para almoçar ou jantar, estão investindo mais nas casas.  O home office é outro fator que traz necessidades de adaptações em termos de mobiliário.

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