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Caixa-Forte30/07/2020 | 13h31Atualizada em 30/07/2020 | 13h31

Troco para nova cédula de R$ 200 preocupa taxistas de Caxias

Motoristas temem pela própria segurança ao circular com muito dinheiro

Troco para nova cédula de R$ 200 preocupa taxistas de Caxias Stillpressphoto,Divulgação/Divulgação
Banco Central colocará nova cédula em circulação a partir do final de agosto Foto: Stillpressphoto,Divulgação / Divulgação

O anúncio do Banco Central de lançar uma cédula de R$ 200 , que terá como personagem o lobo-guará e deverá entrar em circulação a partir do final de agosto, preocupa alguns setores econômicos. Não é pelo aumento de inflação, pois não há sinais disso nesse momento de economia desaquecida. Segundo o Banco Central, a nova nota é para atender ao aumento da demanda por dinheiro em espécie que se verificou durante a pandemia de Covid-19. Não pense que as pessoas estão usando mais dinheiro, é porque elas estão guardando mais, na verdade.

A preocupação real é com o troco, no caso do transporte individual de passageiros. O presidente do Sindicato dos Taxistas, Adail Bernardo da Silva, disse que será difícil encontrar profissionais com dinheiro suficiente.

_ Já estávamos adaptando táxis com cartão para não carregar dinheiro, porque quanto menos, melhor por causa da segurança. Então vamos conversar com o pessoal para ver o que fazer. Mas acho que, em princípio, vamos ter que recusar corridas _ prevê o representante da categoria.

No entanto, os taxistas não estão em condições de dispensar a oferta de serviço, já que a redução de movimento com a pandemia, inclusive, já fez com que alguns pontos fossem fechados ou remanejados.

Silva cita, por exemplo, os taxistas do aeroporto que foram realocadas para outros pontos do Centro e uma base no bairro São Caetano em que os profissionais foram para outra paradas no Kayser e no bairro Cruzeiro. Também o ponto na RS-453, no acesso ao bairro Desvio Rizzo, região de movimentação de comércio, foi direcionado para o hospital Virvi Ramos.

Maioria usa cartão nos supermercados

Quando se pensa em troco também se pensa em caixa de supermercados. Ou melhor, se pensava, pois o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigêneros), Eduardo Slomp, diz que  hoje o setor já vende mais de 80% de suas compras no cartão de débito ou crédito.

_ As pessoas não carregam mais dinheiro. Nós temos ainda problema de troco, mas é mais de moedas. Notas de R$ 20 e R$ 10 chegam a sobrar. Fazia tempo que não tínhamos mudança de cédula, mas acredito que não haverá grande impacto _ espera Slomp.

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