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Caixa-Forte01/07/2020 | 16h41Atualizada em 01/07/2020 | 22h45

Pesquisa com empresas familiares da Serra aponta expectativa para retomada da economia

Maioria acredita em retorno dos níveis anteriores à pandemia no prazo de seis meses a um ano

Pesquisa com empresas familiares da Serra aponta expectativa para retomada da economia Porthus Junior/Agencia RBS
Pesquisa foi feita pela especialista em governança familiar, Hana Witt Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Pesquisa sobre o enfrentamento da crise, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento da Empresa Familiar (Idef), entre abril e maio, mostra os impactos da pandemia nos negócios e também os desafios pós-crise. Quanto à perspectiva de retomada da economia aos níveis anteriores à pandemia, 51% dos entrevistados consideraram que ela pode ocorrer no prazo de seis meses a um ano. Para 4% dos consultados, não há perspectiva de recuperação. A pesquisadora responsável pelo estudo, Hana Witt, alerta que esse percentual pode ser maior na medida em que a pandemia se prolongar.

A confiança na retomada pode ser explicada pelo cenário pré-crise. A maioria, 45% dos entrevistados respondeu que a empresa estava em uma condição satisfatória, alcançando o equilíbrio, antes da pandemia. Somente 3% se mostravam frágeis.

Mas a queda de faturamento na pandemia, apontada pela maioria, 57% das empresas entrevistadas, exige ainda mais trabalho. O levantamento aponta que muitas empresas perceberam a vulnerabilidade de algumas áreas de seus negócios, principalmente das finanças, problema apontado por 70% dos consultados.

_ A crise veio mostrar essa vulnerabilidade. As empresas trabalham com caixa curto, trabalham hoje para pagar amanhã _ alerta a especialista.

Desafios pós-crise

Entre os principais desafios pós-crise destacados pelos empresários na pesquisa do Idef aparecem: desenvolver novos mercados, ampliar ou alterar produtos e serviços, melhorar a eficiência financeira e organizacional e redefinir a estratégia e o modelo de negócio buscando sobrevivência da empresa. Além disso, buscar fontes de financiamento e incentivos governamentais, reforçar ações com a família proprietária e buscar novos investidores ou sócios para garantir a sobrevivência do negócio como última opção (8%). A criação de um comitê de crise e a transformação digital foram citados por 31% dos que responderam ao questionário. Para 89%, as ações citadas demonstraram efetividade e permitiram a continuidade de seus negócios até o momento. A pesquisa consultou 237 empresas de pequeno e médio porte, em Caxias do Sul (73%), Bento Gonçalves (13%) e Flores da Cunha (6%).

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