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Caixa-Forte31/07/2020 | 11h47Atualizada em 31/07/2020 | 11h47

Pequenas e médias empresas de Caxias já obtiveram R$ 13 milhões em empréstimos

Linha específica criada em parceria com o Sicredi liberou 110 financiamentos durante a pandemia

Pequenas e médias empresas de Caxias já obtiveram R$ 13 milhões em empréstimos Gilmar Gomes/divulgação
Foto: Gilmar Gomes / divulgação

Pequenas e médias empresas de Caxias já obtiveram R$ 13 milhões em empréstimos em pelo menos uma instituição financeira privada. É o que aponta balanço da Associação das Empresas de Pequeno Porte da Região Nordeste do RS (Microempa) sobre o acesso de associados a uma linha específica de financiamento, criada em parceria com o Sicredi, para auxiliar empreendimentos afetados durante a pandemia. Ao todo, já foram liberados recursos de 110 financiamentos.

De acordo com o gerente-executivo da Microempa, Antônio Bressan, dentro dos grupos setoriais, o de eventos e turismo estão entre os que foram mais atingidos. Como a maioria dos empreendimentos é de pequeno porte, a média dos financiamentos para estes grupos que mais necessitaram tem girado em torno de R$ 30 mil de empréstimo.

Dificuldade de acesso ao Pronampe

Na semana em que muitos bancos anunciaram que esgotaram o volume total de recursos disponíveis para o Pronampe, programa de crédito que atende micro e pequenas empresas, o governo federal anunciou uma suplementação orçamentária de R$ 12 bilhões. O Banrisul foi uma das instituições que atingiu o limite ao liberar R$ 355 milhões para 9 mil operações contratadas, a maioria para o comércio varejista.

A dificuldade de acessar ao programa subsidiado pelo governo e, portanto, com taxas menores de juro, deve motivar inclusive uma próxima pesquisa da Microempa. O primeiro levantamento, no final de maio, já mostrava que dos 38% dos entrevistados que recorreram ao crédito, apenas 21% obtiveram aprovação.

_ A burocracia ainda existe, mas não é só mais isso. As empresas já vinham enfrentando dificuldades pela própria política de crédito do sistema financeiro, e a maior dificuldade agora é a escassez dos recursos do Pronampe. Eu venho conversando com bancos e eles estão no aguardo de liberação do governo, citaram que já têm fila de espera de operações analisadas _ aponta Bressan.

O Pronampe é destinado para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, mas o diretor da associação empresarial conta que, pelo menos, dois associados tiveram negativa de bancos que criaram limitações de faturamento para contemplar empresas menores, argumentando a falta de recursos. A dificuldade de acesso ao Pronampe, no entanto, também deixa empresas que estão no limite ainda mais vulneráveis. As que não podem esperar, muitas vezes recorrem a financiamentos com juros maiores, o que torna a recuperação ainda mais complicada.

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