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Caixa-Forte01/07/2020 | 07h40Atualizada em 01/07/2020 | 07h40

Incertezas sobre o momento certo de parar

Caxias do Sul já perdeu mais de 8,7 mil empregos durante a pandemia

Incertezas sobre o momento certo de parar Salmo Duarte/Agencia RBS
Indústria vem puxando o desemprego em Caxias Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Uma das piores facetas da crise econômica é a do desemprego e, nos três primeiros meses com pandemia, Caxias do Sul já perdeu mais de 8,7 mil vagas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Abril foi o pior mês, com mais de 5 mil postos fechados, indício de que muitas empresas adotaram como primeiros movimentos o ajuste do quadro antes de esgotar todos seus recursos. Mas maio também teve um número elevado de demissões, com saldo negativo de 2,8 mil vagas. A indústria vem puxando o desemprego em Caxias, mas o fechamento de negócios do comércio e serviços pode engrossar ainda mais as estatísticas de junho.

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Será que se tivéssemos feito um lockdown maior, em adesão e duração, no início da pandemia, não teríamos um efeito menos prejudicial do que o abre e fecha a que estamos sujeitos agora? Hoje estamos na bandeira laranja, mas sexta-feira será divulgada a nova rodada e a situação de saúde da Serra está no limite. Há quem defenda que o problema foi justamente ter parado muito cedo, pois agora, sim, seria o momento de fechar tudo. Mas cabe destacar que, em Caxias, a decisão de parar foi tomada por grandes empresas, ainda antes de decisões governamentais, e foi um dos fatores que evitaram que restrições mais severas ocorressem novamente, até agora.

Mas será que se tivéssemos parado de fato por um pouco mais de tempo, não poderíamos estar como outros países que fizeram isso e agora retomam as atividades com o avanço do vírus um pouco mais controlado? Será que teríamos tido mais de 8,7 mil empregos perdidos? Se houvesse perspectiva de números melhores, as empresas demitiriam menos e as medidas de suspensão e redução de jornada seriam suficientes. Neste momento, a doença avança e muitas empresas já esgotaram as alternativas para manter, não só o quadro de funcionários, mas as próprias atividades.

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