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Caixa-Forte14/07/2020 | 14h06Atualizada em 14/07/2020 | 14h12

Empresa da Serra produz tecidos antivirais. Saiba como funciona a tecnologia

Novidade já é procurada para aplicação em indústrias e hospitais

Empresa da Serra produz tecidos antivirais. Saiba como funciona a tecnologia ITM/Divulgação
ITM passará a vender máscaras com tecido antiviral Foto: ITM / Divulgação

A indústria têxtil colhe os frutos, nesta pandemia, das pesquisas em nanotecnologia que agora representam oportunidade de novas aplicações para diferentes segmentos que buscam medidas preventivas ao coronavírus. É o caso da ITM Indústrias Têxteis H Milagre, de Farroupilha, que já trabalha com duas novas tecnologias de tratamentos antivirais.

Aproveitando a expertise como fornecedora para a indústria de calçados, de tratamento antimicrobianos para eliminar o odor; e para a área militar, com químicos que repelem insetos, a ITM agora amplia seu leque de mercado ao utilizar duas novas tecnologias brasileiras no combate a vírus.

De acordo com o diretor industrial da fábrica de Farroupilha, José Carlos Trujillo, foi a partir da pandemia de H1N1 que começaram as pesquisas na área de proteção antivirais, mas os tratamentos só foram disponibilizados agora.

Hoje a ITM trabalha com duas alternativas de proteção. Uma delas aplica o tratamento antiviral no tecido pronto, como se fosse uma cobertura. Essa tecnologia está disponível desde fevereiro. É uma propriedade atrelada à nanotecnlogia, com produtos com base de prata aplicados no material têxtil.

A outra alternativa, utilizada em tecidos sintéticos e disponibilizada em abril, é aplicada diretamente nos filamentos de polímeros que formam o tecido. Assim, o aditivo antiviral fica intrínseco ao fio.

Procura para aplicação em outras indústrias e hospitais

A ITM já está trabalhando com esses tratamentos antivirais para outras empresas, não só do setor de confecções de roupas e calçados, mas também está em negociação com grandes montadoras do setor automotivo e até hospitais. A aplicação pode se dar em vestimentas e roupas de cama de hospitais, materiais que revestem veículos de transporte coletivo e nos mais diversos materiais têxteis.  

_ Hoje é uma novidade mas, com a pandemia e o incentivo à produção, assim como os tecidos antibacterianos para prevenção de odores, o antiviral também vai se tornar um produto de desejo _ prevê Trujillo.

O diretor industrial estima que o custo na ponta deve ficar entre 10% a 20% mais caro do que um produto comum. Além da oportunidade de ampliar a venda de matérias-primas, a pandemia também representa o ingresso da ITM na fabricação de produtos próprios. A empresa farroupilhense iniciou a confecção de máscaras que já saem da produção com o tratamento antiviral. Uma empresa fará a venda destes produtos da ITM. O novo negócio da empresa deve ser ativado nos próximos dias.

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