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Caixa-Forte15/06/2020 | 14h30Atualizada em 15/06/2020 | 14h30

Não dá para contar sempre com o recuo do Estado

Após pressão de prefeitos, governador liberou a abertura do comércio para os municípios da região em 15 de abril, mas bandeira vermelha impõe novo fechamento

Não dá para contar sempre com o recuo do Estado André Fiedler / Agência RBS/Agência RBS
Bandeira vermelha passou a vigorar nesta segunda-feira em Caxias do Sul e região da Serra Foto: André Fiedler / Agência RBS / Agência RBS

A mobilização de entidades empresariais da Serra, assim que foram anunciadas as restrições impostas pela bandeira vermelha, lembrou o mesmo movimento que resultou na abertura do comércio no dia 15 de abril. Na época, o governo do Estado tinha deixado as regiões metropolitanas de Porto Alegre e Serra de fora do retorno, prorrogando o fechamento por mais 15 dias. 

Após pressão de prefeitos, o governador liberou a abertura para os municípios da região, mas manteve na Capital. Porto Alegre não recuou para a bandeira vermelha neste fim de semana, mas a prefeitura da Capital restringiu funções do comércio a partir desta segunda, inclusive com apoio das entidades empresariais. O movimento da Capital serve de base para as entidades da Serra no sentido de mobilizar suas forças vivas antes do fechamento total, porque remediar o bloqueio buscando a compreensão do Estado, com base em números, é mais complicado pelo cenário atual.

Dados do Estado apontam que, na região de Caxias do Sul, as hospitalizações confirmadas por covid-19 cresceram 173,9% em duas semanas, passando de 23 para 63 pacientes. Na Capital, há duas semanas, eram 62 pessoas internadas com covid e passou para 105 nesta segunda, um crescimento de cerca de 70%. Segundo a prefeitura de Porto Alegre, destes números de internações, 40% são pacientes da Capital e 60% interior e região metropolitana.

Ao mesmo tempo que a bandeira vermelha surpreende parte da população que já tinha incorporado uma rotina de tal forma que, por vezes, esquecia da pandemia, não deveria surpreender governos e entidades que acompanham de perto os números do coronavírus. 

Há poucos dias, quando o comércio estava aberto, o Sindilojas conseguiu sensibilizar o governo para liberar a prova de roupas. Agora está tendo que buscar flexibilização para voltar com as telentregas e take away no comércio não essencial, como foi no início da retomada, antes da liberação de abertura das lojas em abril. É um começar de novo. A postura de Caxias no início da pandemia, mais cautelosa do que as próprias determinações governamentais, ao decidir parar antes dos decretos, não pode ser esquecida. Precisa ser reforçada, pois foi ela que fez a curva na cidade se achatar.

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