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Caixa-Forte17/06/2020 | 11h46Atualizada em 17/06/2020 | 17h48

Empresas doam 15 respiradores para hospitais de Caxias do Sul

Estão sendo investidos R$ 3,1 milhões para ajudar a rede pública do município

Empresas doam 15 respiradores para hospitais de Caxias do Sul Andréia Copini/Divulgação
Entrega foi feita pelo presidente da CIC, Ivanir Gasparin; CEO da Randon, Daniel Randon; presidente do Simecs, Paulo Spanholi, Alberto Calcagnotto, da Marcopolo, e o prefeito Flavio Cassina Foto: Andréia Copini / Divulgação

Para reforçar a rede hospitalar da Serra, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simec), as Empresas Randon e a Marcopolo entregaram, nesta quarta-feira (17), 15 ventiladores pulmonares para a prefeitura de Caxias do Sul. A doação ocorre na mesma semana em que a região entrou em bandeira vermelha por conta do avanço do contágio de coronavírus em relação à capacidade hospitalar.

As empresas tentam viabilizar a compra desses ventiladores desde 3 de abril, quando foi feita a doação, mas só agora conseguiram. Foram comprados da empresa Endobrax de Belo Horizonte (MG). Além dos ventiladores entregues nesta quarta-feira, o sindicato e as empresas também cooperam com outras ações, como o projeto de ventilador pulmonar Frank 5010, desenvolvido pela Universidade de Caxias do Sul. Entre logística, produção, calibração e entrega, e também a doação de recursos e componentes para a UCS, foram investidos R$ 3,1 milhões.

Os equipamentos serão destinados para a campanha Caxias contra a Covid-19, liderada pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul e pela Secretaria Municipal da Saúde. Os respiradores serão utilizados nas unidades de tratamento intensivo em estruturação nos hospitais da cidade, com o objetivo de reforçar a rede de saúde da região. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da rádio Gaúcha, nesta quarta, o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, destacou a mobilização das empresas da cidade.

_ Se nós conseguirmos colocar esses 15 respiradores nos leitos até sexta, poderemos voltar à bandeira laranja se outros índices não piorarem _ espera Gasparin.

O presidente da CIC adianta que os empresários devem cobrar do governador Eduardo Leite, convidado da reunião-almoço online da próxima segunda-feira (22),  mais investimentos para a saúde da região. Gasparin disse que a rede de saúde de Caxias só não entrou em colapso por conta do apoio das empresas e destacou que o governo municipal deve contratar mais leitos na rede privada ao custo de R$ 2,8 mil por diária de leito de UTI.

_ Mas é o Estado que coloca o paciente nesse leito. Então ele tem que nos ajudar neste momento _ pede o presidente da CIC. 

Gasparin voltou a afirmar que o comércio e os prestadores de serviços são os mais afetados, pois a indústria consegue operar melhor com 50% dos empregados. Ele teme o desemprego como na última crise, em que 25 mil postos foram fechados em Caxias:

_ Nós gastamos todo o banco de horas, as férias antecipadas, os dois meses de suspensão do governo e agora não temos capital de giro.

O presidente da CIC defende a necessidade de continuidade do trabalho até para não colapsar ainda mais o sistema de saúde, acrescentando que as empresas que fecharem ou demitirem acabam empurrando trabalhadores que tinham planos de saúde para o SUS.

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