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Caixa-Forte22/05/2020 | 06h56Atualizada em 22/05/2020 | 07h32

Pandemia só escancarou problemas que já tínhamos, destaca especialista em gestão

Saiba mais sobre a importância de basear a liderança em outros pilares, além de obediência e controle

Pandemia só escancarou problemas que já tínhamos, destaca especialista em gestão Omar Freitas/Agencia RBS
Mudanças provocadas pela pandemia, principalmente por conta do trabalho remoto, afetam relações entre líder e liderado Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

A relação de líder e liderado tem sido ainda mais desafiadora durante a pandemia. Débora Frizzo, doutora em psicologia do desenvolvimento humano e professora de disciplinas de gestão, conta que vem sendo muito procurada para analisar atitudes de liderança com as mudanças provocadas pela pandemia, principalmente por conta do trabalho remoto. Embora, ainda antes da crise, já se reforçava a importância de basear a liderança em outros pilares, além do que obediência e controle, na prática tem sido bem mais difícil de aplicar.

–  A pandemia só escancarou problemas que já tínhamos antes. As pessoas não estavam preparadas para trabalhar com o pilar da confiança. No momento em que se está em casa, ou trabalhando remoto, o poder de controle, que era ilusório, fica ainda mais restrito – aponta a especialista.

O novo cenário com profissionais que não estão revendo a postura tem provocado queixas. Segundo Débora, as equipes têm se sentido mais pressionadas com gestores telefonando mais, mandando e-mails, mensagens, e buscando outros meios como tentativa de controle, o que acaba causando um desgaste a mais em quem já enfrenta todo o contexto de pandemia. O risco de não ter essa revisão de postura é o adoecimento e a quebra de produtividade. Por outro lado, equipes automotivadas, com autonomia, produzem mais.

Para isso, o funcionário também precisa mudar seu comportamento, ser mais organizado, disciplinado e criar rotina.

– Não pode ficar de pijama o dia inteiro porque está em casa – alerta a psicóloga.

De qualquer forma, essas mudanças não ocorrem com grandes eventos de recursos humanos, mas com mudanças pequenas e cotidianas de postura entre chefes e equipes, segundo a especialista.

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