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Caixa-Forte16/05/2020 | 09h45Atualizada em 16/05/2020 | 09h45

Mais farinha para receitas em casa e menos para refeições fora do lar na pandemia

Consumidor passou a fazer mais receitas, mas panificadoras são as que mais sofrem prejuízos

Mais farinha para receitas em casa e menos para refeições fora do lar na pandemia Cozinhandocomelis/Divulgação
Pacote de um quilo de farinha teve aumento de 10% nas vendas Foto: Cozinhandocomelis / Divulgação

A Orquídea Alimentos de Caxias do Sul, líder de mercado em farinha de trigo no Estado, é termômetro do comportamento do consumidor nesta pandemia. O aumento de vendas do pacote de farinha branca de um quilo para supermercados chegou a 10% desde a chegada do coronavírus, no comparativo com o mesmo período do ano passado. Marcelo Tondo Tissot, gerente de Marketing  da Orquídea, destaca o crescimento significativo.

– Não me recordo de um aumento tão consistente. Percebemos que a pessoa que está em casa está fazendo mais receitas. E quem nunca tinha feito um pão começou a fazer – exemplifica.

Por outro lado, as padarias são impactadas negativamente. O setor de panificação, que costuma comprar os sacos de 25 quilos de farinha da Orquídea, reduziu os pedidos em cerca de 30%. Os pacotes de cinco quilos que, de modo geral atendem a demanda de foodservice, como restaurantes e pequenos comerciantes, também tiveram retração de 5% nas vendas.

Outros produtos à base de farinha fabricados pela Orquídea também tiveram desempenho semelhante. O pacote de 500 gramas de massa teve aumento de 10%. Já os biscoitos tiveram queda de mais de 5% porque são produtos de maior valor agregado, demonstrando também a queda de renda da população com a crise.

Dólar encarece principal insumo da farinha

Além da pandemia afetar a demanda, ela impacta também no preço do trigo, principal insumo da farinha. Desde o final do ano passado, quebras nas colheitas nacionais do grão, fizeram com que a importação fosse ainda maior. A Orquídea já estava pagando o trigo 30% mais caro antes da covid-19. Com a crise econômica atual, e o aumento expressivo do dólar, o insumo ficou 55% mais caro para a fabricante de alimentos. 

Outra questão que impacta a indústria, com a fábrica principal no bairro Forqueta, são os custos maiores de produção em função do coronavírus. De um total de 900 funcionários, entre a matriz e as unidades em SC, PR e SP, 25% são do grupo de risco e foram afastados. Outro desafio apontado foi o aumento do custo para a segurança dos trabalhadores.


 
 
 
 
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