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Caixa-Forte26/05/2020 | 07h33Atualizada em 26/05/2020 | 07h34

Fabricante de equipamentos hospitalares também sofre com pandemia

Empresa de Farroupilha fornece mesas cirúrgicas e outros materiais para o bloco

Fabricante de equipamentos hospitalares também sofre com pandemia BarrFab/Divulgação
BARRFAB tinha planos de expandir a planta no bairro Cinquentenário, mas vai segurar investimentos neste ano Foto: BarrFab / Divulgação

Quem imagina que a BARRFAB, metalúrgica especializada em equipamentos hospitalares, estaria aumentando suas vendas, por conta da pandemia, está enganado. A fabricante de Farroupilha, na verdade, está com cancelamentos e quedas em pedidos na casa dos 30%. É que a empresa fabrica equipamentos para blocos cirúrgicos e, em função do coronavírus, muitos procedimentos eletivos foram postergados. Desta forma, também os investimentos.

A BARRFAB fabrica mesas e focos cirúrgicos, bisturi eletrônico, mesas de exame, entre outros equipamentos chamados de produtos classe 3, de alto risco. Duas universidades gaúchas chegaram a entrar em contato com a empresa para buscar parcerias para a fabricação de respiradores. Mas o sócio-proprietário,  Arion José Barretti, resolveu declinar:

– É bastante complexo, tanto que são poucas as indústrias do mundo que fabricam. Não tivemos coragem de entrar nessa área.

A BARRFAB exporta para mais de 40 países e sente os efeitos da crise em todos os continentes. Barretti diz que a preocupação é com o represamento de cirurgias eletivas que poderão virar de urgência e, por isso, segue produzindo e deixando em estoque os equipamentos.

A metalúrgica, com planta de 3,3 mil metros quadrados no bairro Cinquentenário, também está segurando a expansão de mais 2 mil metros quadrados.

Sustentabilidade sem cirurgias

As cirurgias são também uma das principais fontes de sustento dos hospitais. A nova superintendente do Hospital Pompéia, uma das maiores instituições de saúde da Serra, afirmou, em entrevista ao Gaúcha Hoje, da Gaúcha Serra, nesta segunda, que estão sendo retomados parcialmente os procedimentos eletivos, como cirurgias e exames de imagem. Segundo Lara Sales Vieira, manter a sustentabilidade financeira do hospital com a diminuição de cirurgias é um dos principais desafios. 

A construção de um centro clínico e um estacionamento vertical, que tinham previsão de ficarem prontos até abril do ano que vem, também está suspensa. Com isso, o Pompéia não tem um cronograma de entrega. Conforme Lara, a definição só será possível após o fim do período mais crítico da pandemia. 

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