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Caixa-Forte06/05/2020 | 07h38Atualizada em 06/05/2020 | 13h30

Empresária recontrata 45 pessoas demitidas no início da pandemia

Malharia Anselmi havia desligado funcionários com contrato de experiência e aumento de vendas pela internet foi um dos fatores que motivou a retomada do quadro

Empresária recontrata 45 pessoas demitidas no início da pandemia Anselmi/Divulgação
Entre os readmitidos por Maria Anselmi está o operador de máquinas Augusto da Silva Foto: Anselmi / Divulgação

Logo que os primeiros casos de coronavírus surgiram em Farroupilha e as perspectivas eram as piores possíveis, a Malharia Anselmi, assim como grande parte das indústrias da região, tomou as primeiras medidas para conter a crise econômica que se anunciava. Foram dadas férias coletivas e, temendo o pior, 47 pessoas que estavam em contrato de experiência foram desligadas. De um total de quase 380 funcionários em três unidades, a volta de 45 é significativa.

– Fizemos isso já pensando que, se pudéssemos readmitir, faríamos. Mesmo assim foi uma tristeza. Depois a gente se arrependeu. Hoje eu aconselharia o empresário a não se precipitar e fazer o planejamento diário, porque estamos vivendo um momento de muita insegurança e ninguém sabe como vai terminar – admite a fundadora da malharia, Maria Anselmi.

A empresária conta que o desempenho da loja on-line durante a pandemia surpreendeu até mesmo as previsões mais otimistas. As vendas pela internet diretamente ao consumidor cresceram, no mês de abril, 150%. Em seguida, o atacado começou a dar sinais positivos, primeiro online e, mais recentemente, com excursões, mesmo que com ônibus bem mais vazios do que em outras épocas. Maria conta que a direção se preparou para não faturar nada com a pandemia mas, no mês passado, a Anselmi alcançou 60% do planejado. Tem alguns produtos, como calças de tricot, em que as máquinas não estão sendo desligadas, é preciso pagar hora extra para funcionários.

– Isso nos animou. Nossa preocupação é manter empregos e ter todos vivos. No momento que parar a pandemia, quem ficar inteiro vai ganhar dinheiro. Como nossa empresa é saudável, porque tudo é comprado à vista, pensamos assim: quantos anos deu lucro? E, se nós passarmos um ano ruim? Não será o fim do mundo. Temos de saber ganhar e perder. E, para sairmos inteiros, eu preciso de quem está ao redor de mim inteiro também – avalia Maria.

A alegria de quem voltou para o mesmo emprego

Dos 47 desligados, 45 retornaram ao trabalho no mesmo dia que os demais funcionários, no último dia 22. Só duas pessoas não voltaram porque acabaram conseguindo outros empregos. Entre os recontratados, estão trabalhadores de quase todos os setores, da costura ao administrativo. Entre eles, está Augusto César Gevievski da Silva, 22 anos, operador de máquinas. Ele começou a trabalhar em janeiro e também passou a morar sozinho:

– Quando me desligaram e disseram que eu podia ser recontratado, eu já fiquei pensando no que faria da vida.  Eu estava triste, só ficando em casa, tinha passado um mês e nada... Foi quando me ligaram para voltar e fiquei muito feliz!

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