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Caixa-Forte15/05/2020 | 07h28Atualizada em 15/05/2020 | 07h28

Casa de queijo acelera entrada no varejo online

Sgorla, do bairro Lourdes, passou a vender também por aplicativo

Casa de queijo acelera entrada no varejo online Mariana Hoffmann/Divulgação
Armazém Sgorla, localizado no bairro Nossa Senhora de Lourdes, já teve aumento de vendas com novidade Foto: Mariana Hoffmann / Divulgação

A casa de queijo e especiarias  Sgorla, do bairro Lourdes, desde 1976 no mercado caxiense, acelerou a entrada no varejo online por conta do distanciamento social. A sócia-proprietária, Lizandra De Boni Laurentino, conta que o plano de um aplicativo já vinha de algum tempo, mas ao perceber a demanda que começou pelo WhatsApp, foi preciso colocar a ideia em prática.

– Estávamos protelando e a pandemia nos empurrou. Isso nos trouxe uma aproximação diferente com o cliente, para ajudar quem não pode sair de casa, como o grupo de risco, porque temos grande parte dos clientes da faixa etária mais avançada. E ainda contribui na captação. Todo dia aparece um cliente novo – destaca Lizandra.

Com a implantação do aplicativo e da tele-entrega, o Sgorla teve incremento de 5% no total das vendas. Em poucos dias com a plataforma, ela já representa cerca de 10% do total do faturamento. E uma curiosidade: os produtos que mais vendem no balcão são também os mais pedidos pela internet: queijos e salame coloniais. Mas o gasto médio no aplicativo tem sido bem superior ao da loja. No app, fica em R$ 115 e, na loja, em R$ 57.

Pequena empresa de aplicativos nunca vendeu tanto

ma empresa de Caxias do Sul, com menos de um ano de atividades e três pessoas na equipe, teve um boom na demanda de aplicativos nos últimos dias. A Startup BIPP App ainda estava em um estágio inicial quando viu seu negócio expandir de forma ainda mais acelerada por conta da pandemia e da necessidade de muitas lojas buscarem a internet como alternativa de vendas.  

De acordo com a chefe de operação da BIPP App, Brenda Baratieri, só no mês de abril, foram fechados contratos para 13 aplicativos. Antes do distanciamento social, as vendas mais recorrentes eram para mercados e armazéns especializados, farmácias, pet shops e veterinárias. Com a pandemia, a startup foi procurada por outros segmentos, como os de produtos de limpeza, alimentação, bebidas e até uma feira de design. Percebendo a necessidade, mas também as dificuldades dos novos clientes, a desenvolvedora de aplicativos para o varejo também promoveu ações direcionadas, como pagamento de mensalidades a partir do terceiro mês.

– Quem não está podendo vender porque está com a loja fechada ou restrição por causa da pandemia, tem essa possibilidade de entrar na venda online sem investir nada por três meses – aponta Brenda.

Muitos clientes estão começando a transformação digital e esta é uma plataforma mais simples, já que não é um marketplace, que envolve mais de uma marca. É o aplicativo exclusivo para um varejo, não tem concorrência de outros negócios. É liberado um painel para o cliente administrar, ele mesmo cadastra seus produtos. Uma funcionalidade é que a loja pode inserir banners e monetizar o aplicativo com anúncio de fornecedores, por exemplo. A plataforma fica pronta em 15 dias, mas já conseguiram entregar em espaço de tempo menor. Os clientes não são só da região, mas também do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e até do Ceará.


 
 
 
 
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