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Caixa-Forte30/04/2020 | 10h11Atualizada em 30/04/2020 | 10h11

CIC perde 40% do faturamento sem eventos

Alternativas são eventos pela web, como reunião-almoço que será retomada em maio

CIC perde 40% do faturamento sem eventos Marta Sfreddo/Divulgação
Presidente da CIC, Ivanir Gasparin, destaca que crise precipitou a aplicação de tendências, como as discussões online Foto: Marta Sfreddo / Divulgação

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) voltará com uma das suas principais programações no mês de maio. As reuniões-almoço, suspensas desde 16 de março em razão da pandemia, serão retomadas no formato online. Conforme o presidente da entidade, Ivanir Gasparin, a primeira delas, no dia 11, será com Joarez Piccinini,  diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC e do banco da Randon. Vai tratar do impacto da crise em Caxias do Sul.

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– Nós estamos antecipando o futuro. Se falava tanto em aulas on-line, trabalho em casa, mas estávamos em um processo muito lento. A pandemia precipitou isso. Pode verificar que as empresas de informática estão na crista da onda – aponta Gasparin.

Ainda não há previsão de retomada da atividade presencial. A reunião-almoço é o carro-chefe dos mais de 100 eventos que a entidade realiza anualmente. De acordo com Gasparin, a CIC perde financeiramente em torno de 40% de seu faturamento por conta das restrições impostas pelo risco de contágio do coronavírus.

– A CIC é praticamente um Centro de Eventos. Todo dia tinham palestras, cursos e, no final de semana, outros eventos. O próprio restaurante é uma concessão – explica Gasparin.

O presidente da CIC diz que os setores de eventos e turismo são os mais afetados atualmente. Cita ainda como exemplo quanto casamentos e formaturas cancelados deixam de movimentar o varejo local. Gasparin destaca a preocupação com o comércio, que ainda não tinha se recuperado de outras crises, mas em especial com a indústria, motor da economia regional.

Renda menor

A diretoria executiva da CIC realizou uma videoconferência com 86 pessoas nesta semana para discutir o impacto da pandemia na cidade. A expectativa é de que a situação volte ao normal em no máximo três meses, caso contrário temem demissões em massa. Segundo Gasparin, os acordos de flexibilização estão sendo as armas possíveis neste momento para evitar os cortes, porque se reduzem jornadas de trabalho por alguns meses, mas garantem o emprego pelo mesmo período. 

Mesmo com a redução salarial, Gasparin destaca que a antecipação de férias e outras medidas tomadas antes ainda garantem um pouco de dinheiro circulando na economia, mas o presidente da CIC lembra que isso não vai estar disponível no fim do ano para movimentar outros setores da economia. Comerciante, Gasparin acrescenta que, para o varejo, a pandemia é ainda mais preocupante, porque deixará como legado a sensação de que se pode viver com menos.



 
 
 
 
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