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Caixa-Forte30/04/2020 | 11h24Atualizada em 30/04/2020 | 11h24

CIC de Bento doa recursos para compra de testes para diagnosticar coronavírus

Cidade tem mais casos da doença do que Caxias do Sul

CIC de Bento doa recursos para compra de testes para diagnosticar coronavírus Emanuele Nicola / Divulgação/Divulgação
Foto: Emanuele Nicola / Divulgação / Divulgação

O presidente do Centro de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Bento Gonçalves, Rogério Capoani, acredita que Bento Gonçalves tem mais casos de coronavírus do que Caxias do Sul porque testa mais sua população. A entidade doou recursos para a compra de mais testes para diagnosticar a doença. Atualmente, Bento tem 81 casos confirmados e Caxias 52. Segundo Capoani, o movimento Unidos por Bento, liderado pela entidade, doou R$ 200 mil para o comitê do Covid-19 da cidade, dinheiro para uso exclusivo para o diagnóstico.

Capoani destaca que a intenção é de que sejam  adquiridos mais testes com o dinheiro que está sendo doado pela entidade. O CIC iniciou a campanha para garantir R$ 250 mil para uma nova ala de hospital de campanha, na UPA Botafogo, onde estão sendo construídos 40 novos leitos. Mas a campanha acumulou mais, quase R$ 700 mil. Além dos R$ 200 mil que foram para a compra de testes, está sendo reservada uma parte para finalizar a obra dos leitos, mas a perspectiva é de que mais R$ 200 mil sejam doados para que possam ser comprados mais testes, equipamentos de proteção aos profissionais da saúde ou o que o comitê entender ser mais necessário.

O presidente do CIC diz que não acredita que a maior flexibilização para reabertura de negócios de Bento, em relação a Caxias, por exemplo, seja o fator que mais contribuiu para o aumento de casos da doença na cidade. Segundo ele, a própria entidade acredita que as cidades têm um número muito maior de casos do que aquilo que está de fato diagnosticado, mas Capoani defende que é preciso apostar na preparação da estrutura de saúde das cidades e não recuar na economia.

_ A roda não pode mais parar de girar. Ela pode até ser lenta, mas se ela parar novamente a gente perde a noção de tudo que pode vir acontecer _ afirmou na manhã desta quinta, em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da Gaúcha Serra.

Conforme o presidente do CIC, o setor mais atingido em Bento é o turismo, mas há expectativa de retomada no segundo semestre. As indústrias do ramo moveleiro e metal-metal-mecânico, motor econômico da cidade, estão se restabelecendo,  mas ele destaca que a cidade já vem enfrentando o desemprego.

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