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Caixa-Forte17/03/2020 | 20h59Atualizada em 18/03/2020 | 10h06

Restaurantes e shoppings já sentem efeitos do coronavírus, diz Fecomércio

Entidade divulgou avaliação sobre os primeiros impactos da covid-19 na economia

Restaurantes e shoppings já sentem efeitos do coronavírus, diz Fecomércio Milena Schäfer/Agência RBS
Foto: Milena Schäfer / Agência RBS
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A Fecomércio-RS divulgou uma avaliação sobre os primeiros impactos do novo coronavírus (covid-19) na economia. As orientações para reduzir a circulação de pessoas para conter o avanço da doença no Rio Grande do Sul já refletem na queda de movimento nos shoppings, bares e restaurantes. De acordo com o levantamento, com a suspensão de atividades em instituições de ensino fundamental, médio e superior, o comércio de rua começa a sentir os efeitos da queda de clientes já nesta semana. 

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As exportações do Rio Grande do Sul também foram afetadas, com queda de 29,5% nos primeiros dois meses do ano. A identificação da covid-19 como uma doença que, inicialmente, circula entre viajantes internacionais fez com que, antes mesmo dos primeiros casos no Brasil, empresas ligadas ao turismo, como agências de viagens, companhias aéreas e hotéis, já registrassem queda acentuada na demanda.

 O efeito sobre bares e restaurantes deve se intensificar nas próximas semanas, conclui a análise. Além do comércio de rua, postos de combustíveis e o transporte público devem registrar queda no movimento nos próximos dias, a depender da extensão da adoção de medidas como home-office por parte das empresas com trabalho tipicamente de escritório. 

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, é necessário pensar em medidas para viabilizar a recuperação econômica dos setores afetados pela pandemia do coronavírus e evitar impactos negativos sobre o emprego e a renda dos brasileiros:

— Na esfera pública, devem ser estudadas medidas para prover liquidez, especialmente, para micro e pequenas empresas, através do diferimento de tributação e mecanismos que promovam a provisão de crédito. Na esfera privada, especialmente no setor bancário, os agentes precisam tomar ações coordenadas para evitar que o pagamento de compromissos financeiros, diante de um choque de demanda adverso, como o que se supõe que vá acontecer, acabe por inviabilizar inúmeros negócios — pontua Bohn.

Os setores que vão na contramão desta tendência, neste momento, são os de venda de gêneros alimentícios e farmácias, que devem registrar um movimento maior, pelo menos no curto prazo.

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