Caxias do Sul iniciará semana quase parada - Colunas do Caixa-Forte - Economia: impostos, financiamentos e mais - Pioneiro
 
 

Caixa-Forte21/03/2020 | 06h23Atualizada em 21/03/2020 | 06h23

Caxias do Sul iniciará semana quase parada

Últimos dias foram de desmontagem do aparato de operação e de prestação de serviços 

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Foi uma semana de desmontagem do aparato de operação e de prestação de serviços em Caxias do Sul, assim como de resto em todo o país, em nome do combate à propagação do coronavírus. Algo nunca pensado nem imaginado. Uma semana histórica, portanto. O cenário de guerra no enfrentamento ao vírus levou sindicatos patronais e de empregados em torno da mesma mesa. 

No meio da semana, Simecs, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, o Sindicato dos Metalúrgicos e o escritório regional da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, em um mutirão de esforços saudável e que deve ser mais frequente, reforçaram as medidas de enfrentamento da crise, que apontou para a suspensão de atividades de produção. 

Estavam representados pelos presidentes Paulo Spanholi, do Simecs, Assis Melo, do Sindicato dos Metalúrgicos, e Vanius Corte, gerente regional da Secretaria do Trabalho. Spanholi ressaltou que era uma orientação, pois não era possível exigir a suspensão das empresas.

Na sequência, Sindilojas e Sindicato dos Comerciários e Simplás, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico, e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico firmaram convenção coletiva em caráter de urgência. A ordem é a saúde dos trabalhadores, e de toda a população, em primeiro lugar.

Ao fim, o decreto desta sexta da prefeitura preparou o que faltava para que, a partir desta segunda-feira, a produção e a prestação dos serviços, incluindo indústria, comércio e bancos, estejam restritas ao que é absolutamente essencial.

Pressão em indústrias

Ainda nesta sexta-feira, enquanto algumas indústrias ainda operavam, trabalhadores ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos pressionavam com cartazes pela suspensão das atividades de produção na frente de algumas indústrias. "Indústria tem que parar", "o trabalhador quer viver", "(férias) coletivas já", diziam os cartazes. 

Uma das empresas onde estavam trabalhadores, a Brinox, anunciou ainda pela manhã a paralisação das atividades.

Foi pressão pela suspensão. Em momentos como o de agora, vale muito mais o bom exemplo do mutirão de esforços oferecido pelas entidades sindicais, no lugar da tensão das relações.

Fechadas já no sábado

Uma vez informado sobre o decreto do município que suspendeu o funcionamento do comércio, o Sindilojas Caxias emitiu nota orientando os associados que ainda permaneciam em atividade a fechar suas lojas e estabelecimentos a partir da meia-noite desta sexta-feira, pelo prazo estipulado pelo governo municipal.

— O momento exige responsabilidade coletiva e bom senso. Precisamos seguir as determinações da prefeitura para que o cenário de saúde e o impacto econômico não sejam ainda maiores — destacou a presidente da Idalice Manchini.

O assessor jurídico do Sindilojas, César Bisol, reforça a recomendação :

— Decreto, neste momento, não se discute, a gente acata. 

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