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Caixa-Forte10/01/2020 | 18h17

Safra da uva na Serra não deve chegar a 500 milhões de quilos

Perdas são provocadas pela estiagem; Comissão Interestadual vai buscar formas de amenizar consequências

Safra da uva na Serra não deve chegar a 500 milhões de quilos Bruno Comachio/Divulgação
Parreiral na comunidade de São Valentim, em Santa Tereza, sofre com a falta de chuva Foto: Bruno Comachio / Divulgação
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A Comissão Interestadual da Uva irá negociar com os bancos a prorrogação das parcelas dos financiamentos e pedir ao governo federal a redução de juros no próximo Plano Safra, que hoje é de 4,6%. As medidas foram discutidas em uma reunião com sindicatos produtores de uva nesta sexta-feira (10) diante das consequências da estiagem.

— Os produtores estão se surpreendendo negativamente na hora de colher, porque a uva tem uma boa aparência, mas está com pouco peso. A uva não conseguiu fazer todo o seu processo de maturação — diz Cedenir Postal, presidente da Comissão Interestadual da Uva. 

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Com tantos prejuízos, a expectativa de uma safra entre 580 e 600 milhões de quilos não deve se confirmar. Segundo Postal, a colheita deste ano não deve chegar a 500 milhões de quilos. Em 2019, a safra foi de 690 milhões de quilos, quantidade considerada normal. Já houve anos com 750 milhões. 

Também nesta sexta-feira, a Emater anunciou a criação de uma rede com 12 técnicos responsáveis, um em cada escritório regional, para receber informações dos municípios e enviá-las para serem compiladas pela Gerência de Planejamento (GPL), no Escritório Central, em Porto Alegre. A medida tem o objetivo de agilizar as ações para amenizar os efeitos da estiagem no Estado. A intenção é prestar auxílio na elaboração dos laudos necessários para encaminhamento do seguro pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). 

Desde o dia 1º de novembro do ano passado, com o começo da estiagem, até esta sexta-feira, foram recebidas 976 solicitações de Proagro — 410 apenas no milho e o restante, para as perdas na fruticultura e olericultura.

As maiores perdas em função do calor excessivo e da falta de chuvas no Estado são no milho: 30% nas regiões de Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul; 32% na região de Ijuí; 26% na de Lajeado; 25% nas regiões de Soledade e Santa Maria; e 20% na de Bagé. O milho silagem também apresenta perdas significativas: 65% na região de Caxias do Sul; 40% na de Soledade; 30% na de Porto Alegre; e 27% na de Lajeado.

O feijão também é outra cultura de verão bastante afetada, com perdas de 30% nas regiões de Porto Alegre e Soledade e de 20% na região de Caxias do Sul. A soja apresentou menores perdas, sendo 20% na região de Soledade; 16% na de Lajeado; e 10% nas regiões de Porto alegre e Frederico Westphalen.

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