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+Serra04/11/2019 | 17h30Atualizada em 04/11/2019 | 17h53

Com 65 anos de história, Soprano quer ampliar presença no Exterior

Peru, Chile e Colômbia estão na mira da empresa, aponta o CEO Paulo Gehlen

Com 65 anos de história, Soprano quer ampliar presença no Exterior Maria Lain/divulgação
Foto: Maria Lain / divulgação

Ela nasceu em 1954 em Farroupilha, mas ganhou o mundo. Surgiu como fabricante de acordeões, mas se consolidou com soluções  para os mercados de construção civil, materiais elétricos, moveleiro e utilidades domésticas.

A Soprano é mais do que uma empresa da Serra. É uma marca que representa um patrimônio industrial, fundada há 65 anos por Adelino Miotti, falecido em 2010. Emprega quase mil funcionários e produz um portfólio diversificado de cinco mil itens.

A semente plantada pelo empresário germinou e hoje dá frutos na forma da expansão do grupo além-fronteiras. Em 2019, a expectativa é de ver o faturamento crescer 18%. 

Com raízes familiares, a companhia tem à frente das estratégias uma gestão profissionalizada, capitaneada pelo CEO Paulo Gehlen, engenheiro mecânico, mestre em Finanças e doutorando em Marketing. Tendo como hobbies motociclismo, bike e futebol, o executivo fala sobre as estratégias da empresa e os planos de expansão nessa entrevista exclusiva ao Pioneiro:

Pioneiro: Conte a história da Soprano.
Paulo Gehlen:
A Soprano foi fundada em 4 de agosto de 1954, em Farroupilha. Iniciamos nossas atividades com a produção de acordeões e, anos mais tarde, mudamos completamente nossa linha de negócios, passando a atuar no mercado de ferragens e esquadrias. Logo, incorporamos ao nosso portfólio a comercialização de disjuntores e fechaduras. Em constante evolução e iniciativa de novos negócios, fomos abrangendo diferentes mercados, passando a trabalhar também nos segmentos hidráulico e de componentes para móveis. O processo de internacionalização da empresa iniciou em 1996. No ano seguinte, começamos a produzir também utilidades térmicas. Nossa expansão dentro do país começou em 2003, com a inauguração de uma planta em Pernambuco, e teve continuidade em 2004, quando abrimos mais uma fábrica, em Campo Grande (MS). Conquistamos o mercado internacional, passando a atuar no México e na América Central. Com o olhar atento à comunidade na qual está inserida, a Soprano inaugurou em 2011 o Instituto Adelino Miotti, com o Programa Recriar, que busca desenvolver jovens, possibilitando melhores oportunidades. O programa recebeu em outubro a premiação Top Cidadania da Associação Brasileira de Recursos Humanos  no RS. Os 65 anos de história da Soprano representam e confirmam o empreendedorismo de seu fundador, Adelino Miotti, lastreado nos valores e relacionamento em alto nível com clientes e colaboradores.

Quais as conquistas nesses 65 anos da empresa?
Consolidação de uma marca confiável e qualidade destacada dos produtos. Adicional a isso, demonstramos consistência e consciência nas relações com nossos clientes, fornecedores e colaboradores. Demonstramos crescimento sólido nos aspectos econômicos e sociais, como uma companhia sustentável e referência das melhores empresas para se trabalhar, pelo Great Place to Work (GPTW).

Qual a estrutura do grupo hoje em termos de unidades fabris, produção e funcionários?Contamos hoje com quase mil colaboradores distribuídos entre as sete unidades de negócios: Fechaduras e Ferragens, Materiais Elétricos, Utilidades Térmicas, Componentes para Móveis, Smart, México e Centro América. Com matriz em Farroupilha, contamos também com unidades em Caxias do Sul e Campo Grande (MS). Fora do Brasil, atuamos na Cidade do México e em San Salvador, além de um escritório de negócios em Xangai, na China.

Que tipos de produtos são fabricados e quais os principais mercados?
A Soprano atua fortemente nos mercados de construção civil, materiais elétricos, moveleiro e utilidades domésticas. Referência em confiabilidade, a marca oferece um portfólio de mais de cinco mil itens produzidos para o mercado brasileiro e para os demais países da América Latina.

Qual a expectativa de crescimento em 2019?
Estamos projetando um crescimento na ordem de 18,3% em relação a 2018. Isso está sendo possível com estratégias inovadoras e mobilização de nossos talentos.

Os anos de crise impactaram na empresa?
Claro que acompanhamos e percebemos a crise, mas são momentos que encaramos como oportunidade de mudar, melhorar e crescer. Estamos fazendo isso como guia de nosso crescimento. No ano passado (2018), tivemos um impacto com a paralisação dos caminhoneiros e variação cambial no último trimestre. Apesar disso, conseguimos performar de forma adequada.

Qual o projeto de expansão da companhia?
Nossas estratégias são específicas para cada unidade de operação. Claro que a base está em estratégias de inovação de processos e produtos com alianças que complementem nossas competências. Nossas expansões passam por capilarização nacional e América Latina com produtos adensados por inovação e competitividade. Nosso DNA remete-nos à criação e à geração de valor aos clientes e consumidores. Estamos propondo de forma contínua a ampliação de portfólio aderente ao coração do negócio com produtos e serviços adjacentes.

De que forma as exportações impactam no resultado?
Temos um bom movimento neste mercado. Ainda temos espaços e oportunidades, em especial no Peru, Chile e Colômbia, nossas prioridades. As exportações são um veículo de expansão da marca e geração de novos resultados. Contudo, observamos que necessitam de produtos específicos e certificados para cada país, o que carrega mais tempo para análise e desenvolvimento. Nesse caso, os investimentos são superiores, pois necessitam pesquisas e design para assegurar a assertividade e satisfação dos clientes.

Há novos postos de emprego a serem abertos?
De forma seguida temos aberto posições em todos os níveis, mas em especial a recursos com formação científica robusta e capacidades de relacionamento, inovação e execução. Percebemos que o binômio “ciência e experiência” reúne capacidades cada vez mais valorizadas pela Soprano. Em um mundo em inovação, seguimos recebendo colegas com novas competências, ampliando e conectando a cultura vencedora de nossa empresa.

Como criar uma empresa que se torna referência?
Acreditando e tendo fé na tríade “cliente/colaborador/acionista”. Esse triângulo modula a evolução das empresas. O atendimento representa a geração de valor aos três fundamentos empresariais. Nessa composição, a transparência, relacionamento, inovação, valorização humana e resultados são veículos da sustentabilidade e a posição referencial de uma empresa.

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