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Caixa-Forte03/07/2019 | 19h34Atualizada em 03/07/2019 | 19h40

Economia caxiense fica no azul, em todos os comparativos

Palavras crise, recessão e retração saíram do vocabulário. Mas é preciso ainda ganhar confiança

O primeiro ímpeto é comemorar um crescimento fora da curva normal de ascendência. Isso mesmo: em maio, a economia caxiense avançou 17,3% em relação ao mesmo período de 2018. Mas há um porém que faz com que o percentual não seja tão preciso assim. 

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Em maio de 2018, vivíamos a greve dos caminhoneiros, fazendo com que a base de comparação seja baixa e não fidedigna. Mesmo assim, todos os percentuais divulgados pela CIC e CDL, em todas as bases de comparação, estão no azul. Isso permite que se diga: as palavras crise, recessão e retração saíram do vocabulário de entidades de classe e de empresários. Em seu lugar, entram termos como expectativa, retomada, potencial de crescimento, reformas.

Embora tenha demorado a engrenar, o comércio esboça uma recuperação bastante acentuada, com percentual de 20% ao longo do ano. Ou seja, o varejo começa a sentir o reflexo de uma indústria que vem deslanchando por conta da demanda represada nos últimos anos de crise econômica.

Os números não desmentem: a utilização da capacidade instalada no parque fabril caxiense está em 76,7%, acima do mesmo período do ano passado, quando era de 75,9%, e 10 pontos percentuais acima do período da retração. 

Mais pedidos às indústrias significam menos máquinas paradas e menos trabalhadores demitidos. Que a nova onda de otimismo infle ainda mais os negócios e injete esperança no mercado, uma vez que o humor da economia é movido por confiança para investir, contratar e ousar.

O comércio de Caxias avançou 25,8% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. O índice impressiona, mas é preciso lembrar do Dia das Mães, data sentimental e sedutora em vendas.

Caxias do Sul emprega um exército de 166.564 empregados com carteira assinada, boa parte na indústria e na construção civil, que absorve 75.654 profissionais. O número cresce, mas ainda estamos longe do pré-crise. Em 2013, a cidade empregava 183.173 pessoas, 16,6 mil a mais. 

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