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Caixa-Forte12/06/2019 | 13h58

Negociação salarial na mesa dos metalúrgicos de Caxias do Sul

A se julgar pelo contexto econômico, a convenção coletiva da categoria promete repetir o ambiente de impasse dos últimos anos

Negociação salarial na mesa dos metalúrgicos de Caxias do Sul Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Foi dada a largada na manhã desta terça-feira à negociação do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) com o Sindicato dos Metalúrgicos envolvendo o processo de negociação salarial 2019 de uma das mais importantes categorias profissionais da Serra.  

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Na apresentação dos dados econômicos até abril, o consultor de Planejamento do Simecs, Rogério Gava, evidenciou que o momento pelo qual passam as empresas do setor ainda é delicado, referindo-se à lentidão do processo de recuperação econômica, ao desemprego e às perdas sofridas pela indústria de Caxias nos últimos quatro anos.

– Tendo em vista esse cenário, reiteramos que a negociação que se inicia pede cautela e bom senso, buscando, ao final, preservar trabalhadores e empresas – acrescentou o presidente da entidade, Reomar Slaviero.

A segunda reunião ficou agendada para a próxima terça-feira, às 9h. Já o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, reiterou as dificuldades pelas quais passam os trabalhadores, fragilizados pelo arrocho salarial e a rotatividade. 

– Em 2018, foram contratados 16 mil metalúrgicos em Caxias do Sul. Porém, 13 mil foram demitidos. Em decorrência disso, houve perda de 18% nos salários dos recontratados. Acumulado em seis anos, esse índice chega a 33%. Precisamos encontrar um caminho para recuperar o poder de compra dos salários. Caxias precisa voltar a crescer, para isso precisa que os trabalhadores tenham poder de compra – avaliou Melo, acrescentando:

– Eles (os patrões) chegaram a sinalizar a reposição da inflação (INPC, de 4,78%). Mas, isso é insuficiente.

A data-base da categoria é 1º de junho, abrangendo 3.053 empresas e 48.145 trabalhadores de Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, Nova Roma do Sul e São Marcos.  

A se julgar pelo contexto econômico, a convenção coletiva da categoria promete repetir o ambiente de impasse dos últimos anos por envolver duas variáveis:

1ª) A economia não reagiu como as empresas esperavam. A expectativa era de que os negócios estivessem bem mais aquecidos, mas há um clima de acomodação.

2ª) Os salários dos trabalhadores estão achatados, e ainda há muita gente desempregada. Ou seja, o trabalhador perdeu muito do seu poder de compra e vai exigir reposição salarial.

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