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Caixa-Forte01/05/2019 | 15h08Atualizada em 01/05/2019 | 15h08

Salários dos trabalhadores continuam baixos

Embora alguns setores esbocem boa recuperação, massa salarial da indústria gaúcha é negativa

O consumidor convive com um dilema claro: o achatamento do salário e, consequentemente, com o seu poder de compra  corroído mês a mês.

A matemática não fecha: com a remuneração, o trabalhador mal cobre as contas. Não raro fica devendo no cartão de crédito e cheque especial, criando uma bola de neve de dívidas. Sobrar dinheiro para destinar à caderneta de poupança ou a outros investimentos torna-se uma missão impossível.

Os dados da Fiergs confirmam essa dura realidade no setor industrial, que se reflete em outros segmentos da economia: no primeiro trimestre de 2019, a massa salarial do ramo fabril gaúcho caiu 2,1% sobre o mesmo período de 2018.

Em compensação, outros indicadores cresceram no período, mesmo que timidamente, como faturamento real (5,5%), compras industriais (1,7%), utilização da capacidade instalada (1,7 ponto percentual), horas trabalhadas (0,1%) e emprego (0,6%). Isso faz com que o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que utiliza como base um conjunto de componentes, tenha encerrado o primeiro trimestre com incremento de 1,7%.

– Os resultados indicam que o processo de recuperação lenta e gradual, iniciada no final de 2016, começa a dar lugar para uma estagnação. A melhora do mercado interno é tímida e a crise na Argentina afeta o cenário externo – declarou o presidente de Fiergs, Gilberto Porcello Petry. 

O que anima é que a indústria de veículos pesados, alavanca da Serra, ganhou destaque no trimestre, com avanço bem acima da média, de 16,8%. Mas por que os salários estão baixos embora alguns segmentos estejam ensaiando boa recuperação, a exemplo do automotivo?

Porque a crise econômica dos últimos anos deixou como legado uma legião de desempregados. Mesmo os que conseguiram recolocação, precisaram aceitar salários menores. 

Além disso, os dissídios também conquistaram pouco ganho real, enquanto a inflação ronda o bolso do cliente. É uma equação que não permite que o consumidor possa gastar além do básico, o que prejudica a retomada do comércio. Mais dinheiro no bolso do cliente significa mais vendas, mais receita, mais empregos e mais impostos.

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