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Caixa-Forte08/05/2019 | 15h11Atualizada em 08/05/2019 | 15h15

O que contém a cápsula do tempo armazenada pela Randon e que só será aberta em 30 anos?  

Recipiente foi inserido na pedra fundamental do Memorial Randon 

O que contém a cápsula do tempo armazenada pela Randon e que só será aberta em 30 anos?   João Lazzarotto/divulgação
Cápsula do tempo armazenada por Dona Nilva e David Randon na pedra fundamental do memorial Foto: João Lazzarotto / divulgação

Mais do que lançar a pedra fundamental do Memorial Randon – a ser construído em área próxima ao Jardim Botânico de Caxias –, a celebração  com a presença de autoridades e empresários tem uma simbologia histórica e a preocupação de perpetuar a trajetória do setor automotivo pesado no Brasil. 

O ponto alto do evento, na manhã desta quarta-feira, foi o armazenamento de uma cápsula do tempo, inserida na pedra fundamental do memorial por dois nomes que representam o legado da família Randon: a matriarca Nilva Randon, viúva de Raul Anselmo Randon (fundador do grupo, falecido em 3 de março de 2018), e o filho David Randon, presidente das Empresas Randon. A pergunta da hora: o que contém essa cápsula do tempo, a ser aberta apenas daqui a 30 anos, no centenário do grupo?

Trata-se de um exercício de projeção de futurologia. Dona Nilva e os herdeiros David, Roseli, Alexandre, Maurien e Daniel, além de executivos do grupo, foram convidados a escrever sobre como enxergam a evolução do transporte de cargas no Brasil em três décadas e qual a perspectiva das Empresas Randon em 2049. 

Também incluíram no recipiente a capa do jornal Pioneiro do dia 7 de maio (terça-feira) e a pág 3, da editoria de Economia, contemplando uma matéria sobre o projeto Hélice, união de quatro empresas (além da Randon, Florense, Marcopolo e Soprano), para  desenvolver soluções para suprir as necessidades da indústria com a colaboração de startups. A escolha dessa reportagem não é aleatória: a conjunção entre parcerias, tecnologia e inovação garante sucesso e oportunidades no caminho dos negócios, um mundo de conectividade que só deve se intensificar nas próximas décadas.  

 David Randon brincou que, "mesmo se for de bengala", quer participar do centenário do grupo fundado pelo pai e pelo tio Hercílio Randon. 

– Escrevi o que gostaríamos de ver como futuro do setor e da empresa. Se isso se confirmar, chegaremos bem lá – pontuou David.

Maurien Randon Barbosa, diretora-presidente do Instituto Elisabetha Randon (IER), braço social das Empresas Randon, diz que a intenção é de entregar à comunidade o Memorial Randon o mais rápido possível, como uma das ações comemorativas aos 70 anos da empresa.  

Para isso, portanto, a missão no momento é captar recursos por meio de cotas de patrocínio da Lei Rouanet,  projeto já aprovado junto ao Ministério da Cultura.

O novo espaço pretende se tornar um local público e empresarial, voltado à preservação da memória da indústria de Caxias do Sul e do transporte de cargas do Brasil, atraindo estudantes, pesquisadores, historiadores e promotores culturais. Mas mais do que isso: transformando-se em uma atração turística.

O Memorial Randon, com 3 mil m² de área construída, disponibilizará à comunidade salas de pesquisa, videoteca, auditório com cadeiras removíveis, exposições, espetáculos e oficinas culturais, além de café bistrô e loja de souvenirs. Três prédios históricos que abrigaram a ferraria e a Mecânica Randon, desde sua fundação, em 1949, serão reproduzidos no Memorial e irão disponibilizar cerca de 35 mil itens, entre objetos e materiais audovisuais. 

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