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Caixa-Forte09/04/2019 | 08h00Atualizada em 09/04/2019 | 08h00

Havan, sinônimo de ameaça ou oportunidade?

Expectativa cresce a 19 dias da abertura do empreendimento de Caxias. O que pensa a comunidade

Havan, sinônimo de ameaça ou oportunidade? Havan/Divulgação
Loja de Passo Fundo foi aberta em dezembro, e será sucedida no RS pela de Caxias Foto: Havan / Divulgação

Luciano Hang é mais do que o bem-sucedido empresário que comanda a rede de lojas de departamento Havan e ingressou na seleta lista dos bilionários da revista norte-americana Forbes.

Ele é o próprio garoto-propaganda da rede catarinense de 123 lojas em 16 Estados brasileiros, número que deve chegar a 200 filiais até 2022. Fez de sua cadeia varejista uma alavanca de marketing, a começar pela réplica da Estátua da Liberdade que ornamenta a fachada de seus empreendimentos. Na unidade de Caxias, a ser inaugurada no dia 27 de abril (daqui a 19 dias), a estrutura de oito toneladas e 30 metros de altura já chegou e está prestes a ser instalada, prometendo chamariz às margens da RSC-453.

Caxias não garantiu a primazia de sediar a primeira Havan no Estado. Esteve no páreo com Passo Fundo, que conquistou o posto ao inaugurar em dezembro de 2018 a primeira megaloja da rede no Rio Grande do Sul. Em função da demora de licenças e do embargo pelo Ministério do Trabalho, a estreia da marca na Serra chega depois do previsto, mas ainda assim é a segunda em solo gaúcho (e a 124ª da rede). Também estão já mapeadas para receber unidades as cidades de Rio Grande, Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Ijuí e Viamão. 

Em Caxias do Sul, a estreia é repleta de expectativas para o complexo comercial de R$ 65 milhões. 

A coluna colheu percepções no mercado tanto de lojistas quanto de lideranças e consumidores, e retrata a seguir algumas opiniões:

- Como a Havan é uma rede de lojas de departamento,  pequenos lojistas temem reflexos pulverizados em vários setores, como os de cama, mesa e banho; cozinha; decoração; eletrônicos; ferramentas; brinquedos e cosméticos.

-  Alguns questionam se o fato de Caxias do Sul integrar um importante polo malheiro e de vestuário não irá minimizar a força da Havan no setor têxtil.

- Parte dos empresários ouvidos acredita que a localização da megaloja às margens da RSC-453 não trará impacto ao comércio do Centro. Mas, sim, potencializará comercialmente (e, quiçá, turisticamente) essa rodovia, já utilizada durante o veraneio por moradores da Serra e de outras regiões com destino ao Litoral Norte, e que poderão fazer do empreendimento parada obrigatória.

- Alguns questionam se a Havan fará concorrência a redes populares instaladas em shoppings, como Renner, Americanas, C&A e Riachuelo. 

- Há expectativa dos consumidores com relação à estreia, envolvendo aspectos como promoções e atrações convidadas pelo dono da Havan. 

- Para os mais otimistas, há espaço para todos crescerem no varejo. E a chegada da Havan representa a oportunidade de o comércio como um todo repensar suas estratégias, criar horários mais flexíveis de atendimento e apostar em melhores preços e diferenciais ao consumidor. 

- Quem sabe Caxias do Sul, ao lado de Farroupilha, não se fortaleça como grande polo de compras não só de vestuário como de setores como de utensílios domésticos, com a presença próxima de lojas-conceito da Tramontina em Farroupilha e em Carlos Barbosa. Eis uma reflexão importante.

Curiosidade: o nome vem da junção de Hang e Vanderlei, antigo sócio, de cuja união nasceu a marca Havan. 

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