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Caixa-Forte05/02/2019 | 13h50Atualizada em 05/02/2019 | 14h21

O custo "shopping" afasta clientes

Coluna garimpou percepções de lojistas e consumidores sobre o alto número de espaços comerciais vazios

O custo "shopping" afasta clientes Jonas Ramos/Especial
Os aluguéis estão muito caros, não apenas em shoppings, mas inclusive em espaços comerciais no Centro Foto: Jonas Ramos / Especial

A coluna divulgou na última semana um fato que chama a atenção de quem circula pelo Bourbon San Pellegrino, em Caxias: o grande número de lojas vazias. Num dos corredores do segundo andar do shopping, há um amplo “deserto”, com um paredão ocioso, resultado da despedida de cinco operações vizinhas desde o final do ano.

Lojas se despedem de shopping de Caxias, ampliando ociosidade

Conversando com lojistas, ouvindo consumidores e observando shoppings no último final de semana, a coluna coleciona algumas percepções que ajudam a compreender o cenário:

1ª) Os aluguéis estão muito caros, não apenas em shoppings, mas inclusive em espaços comerciais no Centro.

2ª) Com a crise econômica, o mercado reduziu as oportunidades de trabalho e achatou os salários, o que impacta diretamente no poder de compra do consumidor. O comércio foi o único setor que fechou 2018 estagnado, com crescimento ínfimo de 0,5%.

3ª) O custo de vida está altíssimo, com o salário sendo comprometido com o pagamento de serviços essenciais como energia elétrica, gás, água, telefone e combustíveis.

4ª) Mesmo o cliente ainda empregado está mais consciente com seu dinheiro, sabendo da importância de poupar e projetar o futuro. Com isso, adquire só o básico.

5ª) Com a transferência do custo “shopping” ao público, os preços acabam ficando caros.

6ª) O cliente também cita o preço do estacionamento como um inibidor ao consumo.

7ª) Lojistas mencionam a dificuldade de diálogo com as administrações dos centros comerciais, com regras rígidas, o que impede estratégias individualizadas.

8ª) Cinema e alimentação são os principais atrativos de alguns shoppings, ao lado de grandes magazines. Lojas bem focadas e empreendimentos do ramo de jogos e lazer também vêm se destacando. No San Pellegrino, por exemplo, há reclamações de falta de opções para a família e de dificuldades de circulação com as crianças nas escadas rolantes, que exigem longos deslocamentos. 

9ª) Há outros problemas que inviabilizam os negócios, como má gestão, e ausência de planejamento e de estratégias.

10ª) Uma pergunta volta à tona: Caxias do Sul tem potencial para abrigar dois grandes shoppings (San Pellegrino e Iguatemi)?

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