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Opinião09/11/2020 | 07h00Atualizada em 09/11/2020 | 07h00

Sandra Cecília Peradelles: seu voto, sua voz

Vote com a consciência que quem governa um País, com a decência de quem é espelho para os que virão, com a responsabilidade de quem tem o mundo nas mãos

Sandra Cecília Peradelles
Sandra Cecília Peradelles

comunicaperadelles@gmail.com

Num futuro próximo: domingo, 15 de novembro de 2020, dia de votação municipal no Brasil. Você acorda, a casa toda vagarosamente acorda. O dia promete, talvez um almoço em família, talvez não. Mas, nesse dia uma coisa é certa, em algum momento todos sairão para votar. Digitar o número da sua preferência política para prefeitura e vereança da sua cidade e confirmar. Em seguida, uma musiquinha breve e digital vem da urna comemorando sua decisão. É o som dos anseios do povo sendo em validação.

Sei que parece romantizado quando digo que votar é o poder do povo. Afinal, existe muita gente eleita que não vale o farelo do salgadinho barato que fica no fundo do pacote. Sim, eu sei! Mas, se esses estrumes detém privilégios, ganham dinheiro, sambam em nossa dura realidade e fazem toda sorte de absurdos com o Brasil é porque foram eleitos. A responsabilidade, também, é nossa. Nós os colocamos lá, cabe a nós garantir que para lá eles não voltem. 

Eu me nego a crer que essas criaturas representam a população brasileira. Não somos assim, somos muito melhores. Temos saída, escolhas: seguiremos blasfemando, possessos de raiva, descontentes e desiludidos com o ser humano? Ou, aproveitaremos esse domingo para elevar nossa voz, bradar contra as injustiças e derrubar falsos reis dos tronos?

Vivemos duros tempos de pandemia. O distanciamento social, a crise socioeconômica e a incerteza do futuro nos acertou como um soco no estômago. É importantíssimo que saibamos se nossos escolhidos da urna foram solidários às nossas dores ou não. Seu candidato foi empático ao mal-estar social pandêmico que ceifou vidas, comprometeu a saúde de tantos, levou milhares empregos e tirou a dignidade de milhões? 

Sim, errar é humano. Mas, será que alguém tem direito a errar detendo a vida de tantos em suas mãos por falha de caráter, vaidade ou luxúria? Acho que não, hein.

Enfim, domingo de eleição está aí, batendo em nossa porta e nos perguntando o que será do amanhã. Vamos ser gentis com o nosso futuro e o mundo que deixaremos para nossos filhos e netos. Vamos votar em gente real, gente que entende como é a vida de cada cidadão e cidadã brasileira, que compreenda cada dificuldade que passamos. Vote para ser, de fato, representado. 

Representação democrática não é um mito, ela deve e precisa existir. E quem pode fazer isso valer? Eu, você! Não vamos desperdiçar voto, elegendo o branco ou o nulo. Manifeste sua vontade de viver mais, de ser mais feliz, de sonhar sem medo. 

Estude seu candidato, investigue o passado dele. Vote com a consciência que quem governa um País, com a decência de quem é espelho para os que virão, com a responsabilidade de quem tem o mundo nas mãos. 

É isso, ou assumimos as rédeas, ou essa carroça segue sem rumo, em velocidade máxima em direção ao abismo. E, se isso acontecer, sabe quem vai se espatifar lá embaixo, no chão do desfiladeiro? 


 
 
 

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