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Opinião06/11/2020 | 09h23Atualizada em 06/11/2020 | 09h23

Frei Jaime: o nosso caminhar sempre conta mais do que o nosso falar

Alguns caminham sozinhos, pois preferem fazer companhia para a própria interioridade, que sempre tem algo a manifestar

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

O movimento físico, além de fonte de saúde, permite a oxigenação dos pensamentos e a formulação dos sonhos. Mesmo que, para alguns, o objetivo seja apenas estético, a mente se sente livre, enquanto os passos alcançam distâncias maiores ou menores, dependendo do dia.

"O nosso caminhar sempre conta mais do que o nosso falar."

Viver é estar a caminho, nas longas distâncias da vida, onde retas e curvas se intercalam, quebrando a monotonia. As subidas e as descidas também vão variando, conforme a ocasião. Alguns caminham sozinhos, pois preferem fazer companhia para a própria interioridade, que sempre tem algo a manifestar.

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A solidão é necessária, mesmo que seja apenas por alguns instantes, pois existem segredos que a alma quer escutar e que o coração, há tempo, deseja sussurrar. A alma não lida muito bem com o excesso de palavras, pois é feita de essência e de delicadezas existenciais. No entanto, o cérebro faz muitas maquinações e as palavras se multiplicam. Uma grande maioria se acostumou a pronunciar palavras, sem uma séria preocupação com o conteúdo. 

O vento tem tido muito trabalho, por causa do excesso de palavras. Sem contar que a maior parte dos atritos surge em decorrência de palavras, até bem formuladas, mas deslocadas do momento e do lugar. Assim como tudo, a vida precisa de cenários adequados para que os sentimentos sejam elaborados e manifestados. 

O segredo é saber calcular a quantidade de palavras para cada dia, sem interromper os solenes momentos de silêncio. Mas nada substitui a suavidade e a satisfação de uma boa caminhada, onde as palavras cessam para deixar espaço para tudo o que a vida tem a expressar, através do sentir. 

Caminhar mais e falar menos pode ser uma favorável postura, nestes dias onde alguns necessitam verbalizar o que já fizeram ou que vão fazer. Sim, caminhar conta mais do que falar.

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