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Literatura13/10/2020 | 11h49Atualizada em 13/10/2020 | 11h49

Poeta bento-gonçalvense Clóvis Da Rolt lança "Mínimo Fôlego", seu sétimo livro

Obra independente reúne poemas, pensamentos e aforismos do autor, radicado em Jaguarão

Poeta bento-gonçalvense Clóvis Da Rolt lança "Mínimo Fôlego", seu sétimo livro Arquivo pessoal/Divulgação
"Mínimo Fôlego"é o sétimo livro de Clóvis da Rolt, sendo o sexto dedicado aos poemas Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Percepções irônicas, nuances contemplativas, impulsos poéticos, sugestões filosóficas. São todos termos que o poeta bento-gonçalvense Clóvis Da Rolt elenca ao conceituar os textos curtos que compõem seu sétimo livro, Mínimo Fôlego - poemas, aforismos e pensamentos, recém- lançado pela plataforma de autopublicação Clube do Autor. Como o título bem ilustra, é uma obra intimista, em que Clóvis vai além do poema para transmitir pensatas sobre a vida e o cotidiano.

– É um título que evoca o recolhimento, a autoanálise, a introspecção. Ou seja, não é o gesto de quem enche o peito para vociferar as suas certezas, vaidades e prepotências diante do mundo. Ao contrário, é o gesto mínimo, contido, que deve ter valor neste momento em que, de repente, todo mundo parece achar que tem algo importantíssimo e fundamental a dizer, mas, na maior parte das vezes, o que se vê e se ouve é mais do mesmo – reflete o autor, que reside em Jaguarão, onde trabalha como professor e pesquisador na Unipampa.

Talvez o argumento do autor contra o excesso de barulho provocado pela onipresença descriteriosa dos pretensos formadores de opinião se traduza melhor no breve poema a seguir, que pinçamos para dar uma ideia do que se encontra nas 95 páginas do volume:

Os verdadeiros/ influenciadores da humanidade/ atravessam milênios./ Já os genéricos duram/ tanto quanto uma pastilha/ de antiácido efervescente.

É o poema de abertura, no entanto, que parece expor melhor o permanente estado de inquietude que motivou Da Rolt a derramar seus pensamentos transbordantes no papel: A sensação/de que uma vida intensa/ está em outro lugar/ Nunca aqui. Nunca agora.

– É constitutiva do que sou a permanente sensação de que, em mim, algo sempre falta ou sobra. E a literatura é um estado de tensão e confronto permanente entre o que sou e não sou, vivi e não vivi, fiz e não fiz. Nesse sentido, creio que sempre persigo uma sensibilidade trágica por meio da literatura. Esta sensibilidade me lembra, a todo momento, que somos finitos, passamos e acabamos – divaga.

Mínimo Fôlego pode ser adquirido neste link, com custo de R$ 33.

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