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Opinião22/09/2020 | 08h00Atualizada em 22/09/2020 | 08h00

Frei Jaime: riqueza mesmo é ter com quem contar quando o coração aperta

A sobrevivência é uma preocupação que precisa de ocupação

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Acordando antes da claridade... Como é bom sentir-se com vida e ser portador de esperança... Alguns desafios me acompanham, mas nunca me sinto sozinho... Muitos pensam diferente, mas eu sinto Deus em cada instante da vida... Ele é presença que fortalece, amor que enobrece... Feliz terça-feira! 

"Riqueza mesmo é ter com quem contar quando o coração aperta." 

A sobrevivência é uma preocupação que precisa de ocupação. Plantar para colher não é um sacrifício, mas uma resposta de amor diante da existência. O ser humano possui laços intensos com o fazer, com o ato de produzir, de buscar o sustento e de externalizar sua interioridade naquilo que executa. A história está repleta de obras, justamente porque as pessoas se realizam enquanto fazem alguma coisa. A riqueza pode ser compreendida de diversas maneiras, mas nada é mais relevante do que a concretização do amor. Colocar amor em tudo o que é feito é simplesmente extraordinário, pois agrega um valor que não tem respaldo e nem quantificação no mercado econômico.                    

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Entre tantas riquezas do cotidiano, ter com quem contar quando o coração aperta é algo de valor incalculável. Os apertos do coração são proporcionais à sensibilidade e ao respeito à dignidade. Uma pessoa sensível sente profundamente a dor alheia, não consegue conviver em ambientes marcados pela dureza e é incapaz de maltratar qualquer ser vivo. O coração aperta mesmo quando as diversas manifestações de amor não encontram eco e correspondência. 

Amar e ser amado é condição para permanecer vivo emocionalmente, num mundo que oficializa continuamente a discriminação e a ostentação. Nada substitui a confiança de poder abrir o coração e manifestar as preocupações e dificuldades, que impedem a alegria de viver. Sempre tem pessoas por perto, mas poucas vezes se encontra quem está disposto a compreender, escutar, não julgar e acolher. Um coração dolorido não procura por alguém letrado, que domine todas as possíveis explicações, mas por quem sabe simplesmente escutar, mesmo que não tenha nada para acrescentar. É uma verdadeira riqueza ter com quem contar quando a vida se torna exigente, ao ponto de formular aquelas perguntas que desconhecem qualquer tipo de resposta. Conviver é a melhor conjugação, quando se trata de viver. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!     

 
 
 

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