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Pandemia03/09/2020 | 08h00Atualizada em 03/09/2020 | 08h07

A arte não para #13: as estripulias do Quiquiprocó agora são virtuais

Darlan Gebing, Andréa Peres e Carol de Lima comemoram boa adesão aos conteúdos do grupo no YouTube

A arte não para #13: as estripulias do Quiquiprocó agora são virtuais Grupo Quiquiprocó/Divulgação
Darlan Gebing, Andréa Peres e Carol de Lima Foto: Grupo Quiquiprocó / Divulgação

Nos 22 anos de atuação do grupo teatral Quiquiprocó, mais de 25 artistas já passaram pelo elenco. Nos últimos nove anos, contudo, Andréa Peres, Carol de Lima e Darlan Gebing consolidaram uma formação tão eclética quanto versátil, que parece se multiplicar no palco ou em frente à câmeras. Para o trio, o que seriam limitações impostas pela pandemia representaram uma oportunidade singular de reinventar a forma de levar arte e brincadeira para o público infantil.

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Logo nas primeiras semanas após a paralisação das aulas presenciais, o confinamento trouxe ao trio uma demanda por conteúdos em vídeo para ajudar as escolas a oferecer atividades para as crianças. Foi o impulso para investir em conteúdos para o YouTube, cujo canal (/grupoquiquiproco) agregou 500 inscritos e somou mais de 1,5 mil visualizações em 13 vídeos repletos de atividades lúdicas e bom humor. Para cobrir os custos de uma produção mais profissional e também amenizar a perda de renda com as atividades canceladas, os artistas também conseguiram firmar parcerias com empresas que passaram a patrocinar os vídeos.

– Como já tínhamos essa demanda das escolas, foi uma maneira de unir o útil ao agradável. Fizemos um projeto para apresentar às empresas, oferecendo algumas ações, como palestras sobre proteção contra o coronavírus, em troca de uma verba de apoio. Também colocamos o logo delas no final do vídeo. Já temos duas empresas fechadas, a San martin e a escola Caminhos do Saber, e duas outras que devem fechar apoio em breve – destaca Andréa, atriz que fundou o Quiquiprocó em 1998.

Andréa atribui o bom retorno com os vídeos, principalmente, à necessidade que as famílias sentem de oferecer às crianças alguma atividade que as tire do entretenimento mais passivo, como assistir vídeos e desenhos.

– São vídeos curtos, com pequenos compilados das nossas peças e algumas atividades pedagógicas, que têm como objetivo fazer as crianças se mexerem e ter a criatividade estimulada. Esse é o principal retorno que recebemos, de mães felizes porque o filho saiu do sofá  – acrescenta Andréa.

Além dos conteúdos no próprio canal, o trio viu crescer os pedidos por apresentações em forma de live, contratadas por escolas especialmente para datas como o Dia do Estudante, festas juninas e retorno das férias. Mais do que uma saída emergencial, o online passou a ser encarado como uma nova frente de trabalho para o “Quiqui”, a ser levada para além do período pandêmico. 

– Como artista a gente precisa muito das pessoas, do contato humano, e é claro que sente falta disso. Pensei que ia ser muito complicado trabalhar sem ter essa troca, mas no fim não foi. Continuamos mostrando o que temos e conseguimos chegar a ainda mais pessoas e lugares. Se o online não atrai tanto pela renda, faz movimentar a marca e também oferece uma forma das pessoas continuarem nos acompanhando, quando deixamos a cidade delas e fica aquele gostinho de quero mais – ressalta a atriz.

Quando, no começo da reportagem, mencionamos a versatilidade e o ecletismo do grupo, não é só na criatividade em criar para o público infantil. O Quiquiprocó também oferece diversas atividades para empresas, como palestras de prevenção de acidentes, dinâmicas de grupo e capacitação de equipes, sempre com a abordagem lúdica e descontraída. Estas estão voltando aos poucos, para grupos menores, mas também passaram a ser oferecidas em formato virtual.

Para acompanhar as invenções da Andréa, da Carol e do Darlan, além do canal no YouTube, onde novos vídeos são lançados sempre às sextas-feiras, eles estão no Instagram e no Facebook, pela @grupoquiquiproco. Outra forma de conhecer o trabalho e entrar em contato é pelo site.

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