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SOCIAL12/08/2020 | 06h10Atualizada em 12/08/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quarta-feira!

Sociedade por João Pulita Fabio Grison / Divulgação/Divulgação
Cesar, Nansci e Eduardo Fidler com a florista Ivanete Abreu, ao fundo, juntos realizam festividades sociais e se completam na profissão Foto: Fabio Grison / Divulgação / Divulgação

Abraços

O jovem cirurgião plástico Matheus Martini e a advogada e acadêmica do curso de Moda da UCS, Nuriélem Sirena Maschio são os leoninos aniversariantes desta quarta-feira. Amanhã, quinta-feira, dia 13, as atenções serão ao redor do ex-prefeito de Caxias do Sul, o advogado Alceu Barbosa Velho. A todos a coluna deseja alegrias, saúde e vida longa. 

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Paula Renata da Rosa Posser e Marcos Paulo Pereira, vice-presidentes administrativo e financeiro do Recreio Cruzeiro, atuantes em prol da agremiação Foto: Andreia Copini / Divulgação
Thomas Cortinaz Silveira, que abocanhou o prêmio de melhor chef do Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado 2019, é um dos entusiastas da edição deste ano Foto: Cleiton Thiele / Divulgação

Guardanapo

O Concurso Melhor Chef, promovido pelo Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado, em parceria com o SENAC Gramado, exclusivo para os cozinheiros da Região das Hortênsias, acaba de abrir as inscrições. O tema deste ano será “Do produtor à mesa: valorizando a economia local”, alinhado à proposta da 12ª edição. Os participantes terão que criar uma receita e preparar um prato com um item produzido pelas famílias da agroindústria local. As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de agosto pelo e-mail senacgramado@senacrs.com.br.

Graduado em Design de Produto pela FSG, Michel Goulart, comemora o sucesso da franquia Life Planner e o comando da corretora de seguros que leva a assinatura dele Foto: Fabio Grison / Divulgação
Profissional de marketing com foco na saúde, Monise Teles, realizará, sábado, a segunda edição do workshop “Marketing na Saúde” Foto: Matheus Salvador / Divulgação

Plataforma

Monise Teles, profissional de marketing da Serra gaúcha com foco na área da saúde, vai compartilhar sua expertise de quase 10 anos com empreendedores do setor. Neste sábado, ela ministrará a segunda edição do workshop “Marketing na Saúde”, de forma online e ao vivo. As inscrições podem ser efetuadas até dia 15, pela plataforma Sympla. Formada em Marketing e pós-graduada em Gestão Empresarial, Monise tem especializações em Análise Organizacional pela Stanford University, nos Estados Unidos, e em Business e Marketing, na Austrália. Em quase uma década de atuação, trabalhou como gerente de Marketing do Grupo Diagnose e realizou mais de 30 eventos voltados ao público médico e acadêmicos da área.

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No compasso do tempo!

Juliana Pandolfo da SilvaFoto: Jeferson Deboni / Divulgação

Produtora cultural desde 2004, a caxiense Juliana Pandolfo da Silva, filha de Lourdes Pandolfo da Silva (in memoriam) e Walter Lentz da Silva, é dessas pessoas sensíveis que preserva laços afetivos como as amizades seladas na tenra infância. Apaixonada pela música e todo o seu repertório, nossa entrevistada coleciona feitos na área com a Mostra Tum Tum. Formada em História pela UCS, em 2006, ela protagoniza a sua própria. Conheça um pouco mais do que está nas veias desta ariana com ascendente em leão e lua em aquário, que valoriza o fazer artístico com prazer e profissão!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor te remete essa época? Casa cheia. Somos cinco irmãos, sou a mais nova, a “rapa do tacho”, como dizia minha mãe. Nasci com diferença de 12 anos do meu último irmão. Somos a Silvana (in memoriam), a Fernanda, o Sandro e o Eduardo. Cresci feliz no meio de adolescentes, mas amadureci muito rápido, o que acho ótimo. Minhas memórias são muito vivas, pois meus pais adoravam rememorar e sempre nos contavam muitas histórias. Quando nasci morávamos em uma casa, na Rua Nico Pires, mas minhas lembranças iniciam quando, com um ano de idade, nos mudamos para o Edifício Salgueiro, na Avenida Júlio de Castilhos. Foi ali que fiz minhas primeiras amizades, que preservo até hoje. Lembro de passear no parque Cinquentenário, com minha mana Silvana e de curtir a natureza todas as manhãs. Dos verões inesquecíveis na casa dos meus avós maternos Aquilino Pandolfo e Julieta Amális Boff Pandolfo (in memoriam), em Imbé, e dos almoços de domingo na casa dos meus avós paternos Osvaldo Lentz da Silva e Amarolina Cristóvão da Rosa Lentz da Silva (in memoriam) comendo os deliciosos grostolis da avó Marola, no café da tarde. Me remete a vivacidade e dá muita saudades da minha mãe querida, que foi pra outro plano há três anos. Era uma mulher à frente do seu tempo, independente, lutadora e que me ensinou, desde cedo, a estudar muito e seguir batalhando pelos meus desejos e sonhos, nunca desistir. Meu pai também sempre me incentivou a fazer o que eu gostava, fui criada com muita liberdade, mas na “rédea curta”. Lembro de ir aos sábados na marcenaria dele, brincar enquanto ele trabalhava.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? De Joana d’Arc, uma heroína francesa e santa canonizada pela Igreja Católica.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria? Em maio de 2019, passei por um renascer das cinzas quando retirei um aneurisma cerebral e saí ilesa. Isso foi transformador para mim. “Fênix”, seria o título ideal. 

Gostaria de ter sabido antes... (muitas coisas) mas como sou muito ligada na astrologia, tenho alguma curiosidade em saber o que está por vir.

A melhor invenção da humanidade? As expressões artísticas.

Falando nisso, quais os seus projetos culturais preferidos? Me envolvo muito em todos os trabalhos e projetos. Já produzi mais de 60 ações culturais nas diversas áreas das artes em Caxias do Sul e em Bento Gonçalves. Mas a menina dos olhos é a Mostra Tum Tum, porque é minha primogênita e o Simpósio Internacional de Escultores, em Bento, pois é uma imersão no mundo da escultura, que sempre fui apaixonada. 

Como surgiu a ideia de criar a Tum Tum ? Em uma mesa do Zarabatana Café, nossa segunda casa, eu e o Beto Scopel, meu sócio, queríamos dar asas a todas as nossas ideias e movimentar a cidade. Assim como a Mostra Tum Tum e a Semana Tum Tum de Música, surgiram dos nossos bate-papos no “Zaraba”. 

Pensando no cenário cultural da região, quais são os maiores desafios para a implementação de políticas culturais? Acredito que ter gestores e funcionários públicos mais capacitados, que não temos desde 2016.

Qual a sua visão de futuro sobre o mercado cultural daqui? Desde a implementação da Secretaria Municipal da Cultura, há 22 anos, demos um salto. A esperança é que voltemos a colocar a arte integrada em foco novamente na sociedade caxiense, sendo valorizada pelo que ela é, cultura, um conceito amplo que perpassa por todos os setores, saúde, educação e qualidade de vida. 

A era digital vem beneficiando a arte de diversas formas, tornando-a cada vez mais acessível ao público. Como é trabalhar com cultura em uma era em que quase tudo gira em torno da internet? A Tum Tum, por exemplo, sempre teve como base o acesso democrático aos espetáculos e a interação do público com o artista in loco. Para nós, agora é como um momento de gestação do que está por vir para 2021. 

O quão importante foi a experiência da graduação para a execução dos seus projetos? Minha graduação iniciou em História na PUC, em Porto Alegre, cursei dois maravilhosos anos quando estudei muito sobre arte, depois, transferi para Caxias do Sul e além de história, cursei jornalismo. Tive o privilégio de ser bolsista de iniciação científica. Aprendi muito, a escrever, a pesquisar, a interpretar, a argumentar e analisar a historiografia brasileira, principalmente a sulista. Para elaborar projetos culturais todo esse conhecimento ainda é fundamental. 

O que fazer para se manter criativa em tempos de isolamento social? Ouvir música, contemplar a natureza, meditar, ler muito e saber quando temos que relaxar.  

Quais músicas não saem da sua playlist? Os mantras (kirtan e japa) e muita música brasileira.

O que tem feito para impactar o mundo e as pessoas de maneira positiva? Estou em um momento “in” de voltar para dentro, o autoconhecimento sempre fez parte da minha vida e é nisso que estou focando agora. Resgatando relações familiares, amizades e valorizando a positividade. 

Com sua experiência, que conselho daria para quem pensa em ingressar nesta carreira? Muito estudo e seriedade nas ações. 

Uma qualidade: amabilidade.

Um defeito: impaciência.

Um hábito que não abre mão? Tomar um bom vinho.

Quais são os seus planos para o futuro? Viajar para o exterior, assim que possível.

Reflexão de cabeceira? “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.” Clarice Lispector.

 
 
 

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