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SOCIAL07/08/2020 | 06h10Atualizada em 07/08/2020 | 13h28

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta sexta-feira!

Sociedade por João Pulita Sergio Lopes / Divulgação/Divulgação
Maicom Arenhardt revela conceito com experiência em novo endereço profissional Foto: Sergio Lopes / Divulgação / Divulgação

Espelho

O hairstylist Maicom Arenhardt resolveu se reinventar durante o período de recesso social, a partir de cursos de qualificação online em que se debruçou e até mudou de endereço profissional. Está na mesma Rua Pinheiro Machado, agora no número, 1692. Ele foi a mente criativa por trás do novo layout do espaço homônimo de beleza, que agora oferece mais do que um atendimento estético, uma experiência. A troca de ambiente depois de cinco anos fez com que Arenhardt repaginasse também sua logomarca, evidenciando sua arrojada identidade visual com tons acinzentados. Em meio ao cancelamento de sua viagem de pesquisa que realizaria, neste segundo semestre, pela Europa, focou suas energias na reestreia do estúdio. O festejado artista plástico Sergio Lopes e amigo de longa data de Maicom colaborou com ideias incríveis e peças de arte para o décor.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

A criativa designer de moda Rafaela Tomazzoni celebrou, quarta-feira, a passagem da data querida Foto: João Pulita

Pensamento

O Jurista Manoel Valente vai dar mostras de seu alto conhecimento na palestra virtual da 1ª Imersão Jurídica da Faculdade Edufor, de São Luís, no Maranhão, sua terra natal, hoje, às 19h30min. O tema da conversa vai girar em torno de seu último lançamento, o livro “Segurança Jurídica e Propriedade Privada”, décima obra publicada pelo autor que é referência no cenário acadêmico nacional e internacional. Para quem desejar acompanhar a transmissão, basta acessar o perfil no Instagram @manoelvalentefn.

O profissional da beleza Willian Riediger foi o centro das atenções, ontem, quando iniciou um novo ciclo de vida Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Naturalmente

Depois de mostrar seu talento como cantora no clipe Las Flores, disponibilizado há duas semanas nas redes sociais, em parceria com Luiz Fernando Buba (BubaSong) e Flávio Cabeleira Marinho (Cabeleira),  a Yogi e estudiosa em Ayurveda, Bruna Meletti, está debruçada nas atividades que ministrará amanhã, pela plataforma Zoom. Intitulado Do Coração para o Povo da Floresta! o encontro online contará com conversas sobre yoga, meditação e muita música, das 9h às 18h30min. As inscrições podem ser efetivadas pelo site evento.blinket.com.br/do-coracao-para-o-povo-da-floresta. O valor investido será destinado a Bane Sales, índio hunikuin da Aldeia Lago Lindo, em Jordão, no Acre. Querem viabilizar, por lá, a instalação de um poço de água.

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O espaço e a natureza em equilíbrio!

Rodrigo DallegraveFoto: Bárbara Pontalti / Divulgação

O arquiteto caxiense Rodrigo Dallegrave, filho de Nilson Antônio Dallegrave e Carmen Toazzi Dallegrave, após uma imersão em Alto Paraíso de Goiás, no centro-oeste do país, incorporou em seu fazer profissional e na condução de seus dias, um sistema indiano de geometria sagrado, o Vastu Shastra, filosofia e fonte inspiradora que instiga o bem comum e a coletividade. Imerso neste conhecimento, Rodrigo se transforma e inspirado neste conceito humanitário, aplica seu novo estilo arquitetônico enquanto desenvolve um projeto inédito na região de Portão. Passeie pelos caminhos deste equilibrado libriano!

Qual sua lembrança mais remota da infância e a que te remete essa época? Meus pais sempre trabalharam muito e, até os seis anos, passava os dias na casa da minha “nona” - que na realidade era tia do meu pai, já que minhas avós faleceram muito cedo. Essa época tem sabor de acolhimento, de proteção, de amor incondicional, de doce de leite feito na hora e creme de laranja quentinho. Tive muita sorte em ter sido recepcionado por Orlanda Hentz Dallegrave, a Dona Landa (in memoriam), quando cheguei aqui no planeta. Também lembro dos passeios no milharal do quintal, no fim de tarde, com a Marta Rejane Stangherlin, sua filha. Os raios de sol que penetravam por entre os pés de milho, o cheiro do verde e a textura aveludada, e ao mesmo tempo cortante, das folhas que já me davam sinais de como seria a vida.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? O agora, só o momento presente existe e importa. Passado e futuro são ilusões que o ego cria para se manter no controle. Creio que um bom título seria: “A Batalha pelo Agora”.

A melhor invenção da humanidade? A dor, seja física ou emocional. Ela serve para nos alertar que algo não vai bem e assim nos direciona para a cura, tão necessária na nossa sociedade. É urgente a coragem de abraçarmos nossas sombras.

Tem algum hobby? O que gosta de fazer no tempo livre? Gosto muito de estar em contato com a natureza, então sempre que posso estou fazendo alguma trilha em busca de alguma cachoeira, algum canyon, alguma vista onde eu possa me conectar aos padrões primordiais da criação.

Gostaria de ter sabido antes... que não existe bom e mau, tudo é aprendizado e crescimento. 

Uma qualidade: procuro estar a serviço do bem.

Um defeito: dificuldade em lidar com o rancor.

Uma palavra chave: entrega.

Um hábito que não abre mão? Meu sadhana logo ao despertar, na forma de meditação mântrica (japa-mala) e kirtan (canto de mantras).

Como conheceu a arquitetura Vastu Shastra e por que decidiu seguir por esse caminho? Conheci durante um retiro de imersão na Bhagavad-Gita, onde estava em peregrinação por Alto Paraíso de Goiás. Coincidências da vida ou não, peguei uma carona para voltar do ashram, templo onde os sábios vivem que era bem afastado da cidade, e durante a conversa descobri que a pessoa que me deu carona era proprietária da pousada em que eu estava hospedado. Comentei do meu fascínio com o projeto, então ele me explicou sobre Geometria Sagrada e que havia sido desenhado conforme os ensinamentos do Vastu, a partir daí passei a pesquisar e estudar o tema que tomou conta da minha vida. Quando nos aprofundamos na Bhagavad-Gita e na filosofia védica compreendemos uma série de fatores que nos faz ir em busca da paz interior e esse processo só é alcançado por meio do alinhamento dos nossos dharmas (verdades e propósitos). Um deles é o ocupacional, devemos trabalhar para o bem comum, para o todo, para trazer melhorias para humanidade, e o Vastu foi a maneira que encontrei dentro da minha profissão de levar cura para os espaços e consequentemente para quem neles habitam ou trabalham. 

O que considera essencial para quem pretende ingressar na área da arquitetura? Empatia para acessar a personalidade de cada cliente e muita perseverança porque o bom resultado do nosso trabalho está vinculado a um número enorme de fatores. Muitas peças precisam ser encaixadas da forma correta para que um projeto de arquitetura se materialize.

Qual ou quais perspectivas vislumbra para os futuros profissionais da área? Que o aprendizado trazido pela pandemia nos tornará profissionais mais humanos e unidos. A vida está “esfregando” na nossa cara a necessidade em priorizar o ser e não o ter. Só a coletividade e o trabalho pelo todo podem zelar pela sobrevivência em harmonia com o universo. Se continuarmos concorrendo uns com os outros seremos extintos e o planeta seguirá seu fluxo existencial naturalmente. 

O que fazer para se manter criativo em tempos de isolamento social? Meditação, estudo e atividade física. 

O que considera que são mitos da profissão? A figura do arquiteto arrogante, que impõe seu padrão estético a todos os diferentes tipos de clientes, é um mito que precisa ser urgentemente desconstruído. Essa posição representada por diversos profissionais ao meu ver é antiquada e egóica. O novo arquiteto deve ser um gerenciador do desejo do cliente, deve auxiliá-lo a chegar no seu sonho dentro do que ele almeja, econômica e funcionalmente.

Como enxerga a cena de arquitetura contemporânea no Brasil? O Brasil é um celeiro de criatividade reconhecido e respeitado internacionalmente, temos o bom estigma de nos “virarmos” com o que a vida oferece e na arquitetura não é diferente. Desenvolvemos uma linguagem própria que traduz nossa realidade, obviamente com influências externas, visto que somos um país colonizado, um caldeirão cultural. Quem se interessa e acompanha a arquitetura brasileira sabe que temos profissionais assinando projetos e recebendo prêmios por todo o mundo. 

Qual a sua relação com as redes sociais? Sempre gostei muito de redes sociais e entendo que são uma extensão da nossa personalidade, uma espécie de avatar nesse momento em que não estamos podendo nos relacionar fisicamente. No mundo virtual somos apenas consciência ou a falta dela. Ali estão expressas nossas ideias vinculadas a uma imagem que desejamos que os outros tenham. Percebi que com a nova realidade do isolamento social a vida passou a ser muito mais virtual, consequentemente o nosso trabalho também. Então nada mais natural que me comunicar com meu público dessa forma.

Quais seus projetos para o futuro? Está trabalhando em algo? No momento o foco é continuar me aprofundando no estudo e aplicação do Vastu Shastra para melhoria da qualidade de vida de quem se conecta com meu trabalho. Estou muito empolgado com um novo projeto em que o Vastu será uma ferramenta importante no processo de cura de muitas pessoas. Um espaço, que vai funcionar 24h com capacidade de atendimento para mais de 100 pessoas, dedicado ao emocional e espiritual, surgirá em breve, no interior da região de Portão. Fui convidado para desenvolver esse projeto e me deixou muito realizado em poder servir à coletividade.

O que tem feito para impactar o mundo e as pessoas de maneira positiva? O autoconhecimento e o aperfeiçoamento são as mais poderosas ferramentas. Melhorar nossas ações corriqueiras em relação aos outros nos transforma numa espécie de farol de bom exemplo. Se cada pessoa buscar a expansão da consciência compreenderá que atitudes negativas só demonstram sua própria dor e ignorância. Baseado nessa reflexão, busco me aperfeiçoar constantemente para relacionar-me com o próximo e com o planeta dentro do conceito de ahimsa, no caminho de bhakti-yoga (yoga devocional) o princípio da não-violência.

Reflexão de cabeceira? “Portanto, as dúvidas que, por ignorância, surgiram em seu coração devem ser cortadas com a arma do conhecimento. Armado com o yoga, ó Bharata, levante-se e lute.” Bhagavad-Gita 4.42

 
 
 

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