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Opinião12/08/2020 | 09h49Atualizada em 12/08/2020 | 09h49

Frei Jaime: a falta de humildade enche a vida de razões que não se sustentam

A maior ocupação: viver!

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Mais um dia que se apresenta a todos nós... Feliz 4ª feira! Que a paz esteja em sintonia com os passos deste dia... A maior ocupação: viver! Então, pensamentos positivos, sorrisos largos, confiança profunda... São tantas coisas boas para contar e recordar... Não vale a pena lembrar somente das tristezas! Vamos em frente! 

"Quantos silêncios temos que engolir para, enfim, começarmos a falar?" (Carlos A. Veit). 

A vida sente naturalmente a necessidade de encontrar-se com o silêncio. Mesmo sendo um ser em contínua comunicação, o humano descobre no silêncio uma fonte de inspiração, de paz e de profunda transformação. Quando as palavras cessam, o silêncio fala e transborda a essência, que promove a alegria da convivência consigo mesmo e com os outros. Quanto mais as palavras resultam apenas de um raciocínio intelectual, menos afetividade é envolvida, podendo aumentar o ruído, quando das trocas cotidianas. Mesmo sendo um direito expressar determinadas opiniões, em alguns casos convém silenciar. Não poucas vezes é importante até engolir as palavras e deixar que o curso da vida aconteça normalmente, até o momento em que a outra pessoa entenda o ocorrido.                                    

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A falta de humildade enche a vida de razões que não se sustentam, pois estão longe da verdade. Para tornar a palavra um instrumento de construção da justiça e do amor, é necessário ensaiar muitos momentos de silêncio. A pessoa que cala pode não estar consentindo, mas aguardando a hora certa para dizer o que vai acrescentar, construir e plenificar. O desafio mais frequente não é o de falar, mas de saber ouvir. 

Quando as pessoas têm dificuldade de escutar, afastam a possibilidade mais coerente da relação humana, que é o diálogo, que intercala a habilidade de falar e de escutar. Engolir silêncios não faz mal, nem abre portas à derrota. Pelo contrário, pode fortalecer a verdade e otimizar o entendimento. É interessante perceber que o silêncio não coloca um ponto final, mas proporciona um espaço para pensar e repensar a vida, os encontros e desencontros. O silêncio já reverteu situações delicadas, reatou laços que nasceram para serem eternos, devolveu a alegria de viver. Faz sentido concordar que o silêncio é ouro. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!  

 
 
 

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