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Música12/08/2020 | 08h00Atualizada em 12/08/2020 | 08h00

A arte não para #10: a quarentena não silenciou Tatiéli Bueno

Cantora caxiense mantém no ambiente virtual uma rotina quase tão intensa quanto a dos palcos

A arte não para #10: a quarentena não silenciou Tatiéli Bueno Jessica Drew/Divulgação
Registro de participação recente de Tatiéli em uma live para o público canadense Foto: Jessica Drew / Divulgação

Quando a pandemia finalmente virar lembrança e formos olhar para trás para buscar o que fizemos e aprendemos nesse período, Tatiéli Bueno, 32, terá a certeza de que aproveitou da melhor forma possível. Desde março, quando as atividades pararam por conta do distanciamento social, a cantora caxiense percebeu que manter a mente e a voz ativas seriam a melhor maneira de não pirar diante da nova realidade.

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– Sou uma pessoa acelerada, que não consegue ficar parada, e sempre gostei muito de estar na rua, em contato com as pessoas. Ter de ficar em casa foi muito impactante e me fez refletir muito. Quando percebi que ia ter de ficar muito tempo em casa, respeitando as regras, tratei de achar a melhor forma de ocupar esse tempo, para evitar que a inatividade me deixasse deprimida – comenta a cantora. 

Desde março, o perfil do Instagram da cantora (@tatielibuenooficial) já soma cerca de 30 edições do Tatiéli Convida, espécie de talk show online realizado duas vezes por semana, em que ela recebe convidados do meio artístico para conversas bem descontraídas, transmitidas ao vivo. Também surgiu o projeto #tudojuntomisturado, sessões caseiras em que a caxiense grava uma música com um músico convidado. Já participaram o pianista Eder Bergozza, o violonista Rodrigo Ziliotto, o acordeonista Rafael de Boni, entre outros (tanto as entrevistas quando as gravações musicais ficam registradas no canal da cantora no YouTube): 

– Esse ano eu pretendia focar na circulação do show Elas, que faço a Loma Pereira. Fizemos o lançamento em março em Passo Fundo, e havia uma série de apresentações programada, que foram canceladas. Perder essa agenda foi um baque. Mas tanto as entrevistas quanto as apresentações online têm sido uma boa forma de extravasar a necessidade que sinto de me expressar. Por isso faço questão de convidar tantos artistas, para que eles também tenham possam colocar para fora o que estão sentindo. 

Outras oportunidades de encontros virtuais com o público também foram proporcionados por lives em programas de rádio e televisão, como o Galpão Crioulo, e em festivais online como o Lives to Save Lives, em junho, no qual cantou como convidada de Gabriel Sater, filho de Almir Sater. Tati também participou de um festival de música brasileira para o público canadense, à convite do Conselho de Cidadania de Montreal.  

– Passei a aceitar melhor essa situação quando entendi que a internet é o meu novo palco, pelo menos nesse momento. Tanto é que procuro manter o mesmo ritual pré-show presencial, me arrumando da mesma forma, concentração, aquecimento da voz. Acho importante manter essa rotina dentro de mim.

Nas próximas semanas, os fãs podem curtir apresentações de Tatiéli em apresentações para o projeto Arte Sesc - Em Casa com Você (dia 27/8), para o Centro Cultural 25 de Julho (3/9) e para a próxima edição do festival Nós Todo Mundo (4/10), todas online. Em toda elas irá apresentar o Tributo a Mercedes Sosa, um dos shows mais conhecidos do seu repertório. Em setembro, irá estrear no modelo “drive-in”, em show para os festejos do Mês Farroupilha, em Porto Alegre. A cantora também integra o time que gravou a música-tema e o clipe da segunda edição do projeto De Manta e Cuia, do Grupo RBS na Serra, que estreia neste sábado no Jornal do Almoço, e também poderá ser conferido em pioneiro.com e nas redes sociais. 

– Se tem uma coisa que não estou tendo é tempo para pensar besteira – brinca a cantora, com o bom humor de sempre.

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