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SOCIAL30/07/2020 | 06h10Atualizada em 30/07/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quinta-feira!

Sociedade por João Pulita Arquivo Pessoal / Divulgação/Divulgação
Os fundadores da Prolar, Marisa e Vilson Dalla Vecchia, comemoraram em formato online os 50 anos da imobiliária Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação / Divulgação

Quinze

Inspirada nas festas de 15 anos, a direção da Apae Caxias do Sul realizará a produção do tradicional projeto do calendário da entidade, que circulará durante todo o ano de 2021. Na próxima semana, um time de personalidades estará reunido para ilustrar a peça gráfica. O espaço Don Claudino, de Neiva Picoli, servirá de cenário para as fotos de Andrei Cardoso, que evidenciará a participação dos alunos da Apae e de garotas da sociedade caxiense que debutaram em 2020. Protagonizarão as imagens, as beldades Giovana Bassanesi Mascia, Valentina Rech Varaschin, Maria Eduarda Chies Galarza, Liz Lauren Fedrizzi, Marina De Carli Sonda e alguns convidados representativos da comunidade.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Fernando Gonçalves dos Reis e Daniela Viviane Gomes Reis também protagonizaram os festejos das Bodas de Ouro da imobiliária fundada por Vilson e Marisa Dalla Vecchia Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Leoninos

Hoje os aplausos, afagos e abraços giram em torno da juíza caxiense Luciana Fedrizzi Rizzon. Data também para celebrar o aniversário do maquiador e cabelereiro Iuri Zabloski. A Princesa da Festuva 2008, Paula da Costa Taddeucci, voltará, amanhã, ao centro das atenções da família que vibra em sintonia com a aniversariante de sexta.

Aniversariante da semana, Sofia Zanini, celebrou em família a chegada de seus 19 anos Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Gustavo Susin, Helena Angonese Susin e Ana Paula Angonese juntos esperam pela chegada de Maria Vitória que irá aumentar em graça a família Foto: Melisa Boz / Divulgação

Agenda

A escritora Cris Lavratti conjuga talento com a mentora especializada no feminino, Clarissa Medeiros, para apresentar uma live do projeto #VemMundão. Intitulada “Mulheres Protagonistas, Histórias Inspiradoras”, a transmissão ocorrerá, hoje, às 18h, pelo perfil no Instagram @crislavratti.

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A música e seus sons no ritmo do tempo!

Roberto ScopelFoto: Jeferson Deboni / Divulgação

O músico expoente no cenário artístico, nascido em Flores da Cunha, Roberto Scopel, 40 anos, filho de Iracino Scopel e Cerenita Ferrarini Scopel, radicado caxiense, o multi instrumentista com formação pelo  Conservatório Pablo Komlós da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Beto - como é conhecido no meio - faz da sua arte também um alento para os dias incertos da atualidade. O artista dono de expressiva versatilidade e virtuose fala sobre seu trabalho, trajetória e ídolos. Veja mais na pauta musical do que pensa este talento gaúcho!

Qual é a sua história com a música, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Teve início com a minha família, que fez de tudo para que a música fluísse em mim, pois comecei a estudar com 11 anos e também a tocar em um grupo no qual havia meus dois irmãos, primos e tio. Com essa idade a melodia era um brincadeira, me divertia muito neste universo de sons. Mais tarde entendi que poderia ser uma profissão, foi uma etapa difícil de transpor, pois, existe uma diferença entre o lúdico e as cobranças da vida adulta. Mas quem me escolheu foi a música, não eu a ela.

Qual a canção que remonta a sua infância? O Carimbador Maluco, de Raul Seixas com a Turma do Balão Mágico. 

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Poderia ser um de meus heróis, do trompetista Miles Davis, ou do produtor musical Quincy Jones.

Quais são as suas referências na área? Vem desde a música barroca de Bach, chega nos anos 1920 de Louis Armstrong, depois Miles Davis e companhia. No Brasil, com o nosso padroeiro Pixinguinha, Tom Jobim, Gilberto Gil, Baiana System e Kraftwerk. Também sou louco pelos ritmos  balcânico e romeno do Sudeste europeu e não posso deixar de citar toda a nossa maravilhosa música latino-americana, principalmente a cubana.

Fale sobre sons e silêncio: a música em sua perfeição é feita de sons e silêncios, a natureza é feita deste equilíbrio dual, muitas vezes precisamos ficar em silêncio para contemplar o som que há de vir. Estamos enfrentando um período de quietude interna para poder absorver o som da vida quando ela voltar ao seu esplendor.

Em que tom observa o momento atual do mundo? Minha intuição diz que precisamos rever nosso sistema como um todo, crises como essa nos fazem reprogramar nossa mente. É insano pensar que em 2020 ainda se descrimine um pessoa pela sua cor da pele, raça, credo, dinheiro e gênero ou que ainda exista tanto este abismo social no mundo. Falimos enquanto sociedade diante desses pensamentos e sistema arcaicos. A natureza nos força a essas mudanças, é um aprender pelo sofrimento, já que pelo amor não resolveu.

Qual conselho daria para quem deseja investir na profissão artística? Ser persistente, desde o quesito superação de medos e preconceitos impostos pela sociedade, mas também, ser muito disciplinado, pois música é uma ciência, é matemática audível, é um desprendimento do puramente racional. Nós músicos raciocinamos muito no abstrato e isso é fato, mas percebo que às vezes faz com que o campo do pensamento lógico e organizacional fique um pouco de lado, ou seja, precisamos ser mais organizados e melhor planejadores na própria gestão para termos mais êxito.

O que considera que são mitos da profissão? É um trabalho muito mitificado. A gente estuda longos anos, tanto quanto um médico, ou advogado. Tudo isso para poder desempenhar naturalmente sua arte, mas existe um mito que muita gente acha que músico nasce com aquele dom e vive na vida boa tocando por aí, enfim existem outros mas este é  que mais prevalece. 

Um momento inesquecível de alguma apresentação? Há vários, senti muitas vezes aquele momento em que existe uma conexão entre o público e artista, em que você vê alguém emocionado com os olhos cheios de lágrimas, ou um olhar hipnotizante de uma criança, ou alguém dançando e se entregando inteiramente à sua música. São momentos que não cabem em um.

Dos artistas com quem dividiu o palco, quem é o virtuose? Vou citar vários, Ivan Lins, Marcos Suzano, André Mehmari e o Maestro Spock.

Quem é o grande ícone da música? Qual sua grande obra e por quê? O grande ícone da música mundial é Gilberto Gil, um legítimo “avatar”, para mim ele é o “pai” Gilberto Gil da aruanda musical. Sua trilogia de Refazenda, Realce e Refavela.

Como se manter criativo na atual situação mundial? Está sendo uma dificuldade para todo mundo, nós músicos temos o fazer artístico como se fosse uma especialização ou um doutorado em enfrentar dificuldades deste tipo. Estamos em um período de crise, porque não temos quase nenhum controle. A arte ou a música nunca foram tão essenciais para o momento. Quando estou tocando o mundo externo e os problemas desaparecem, é um sentimento único que só quem toca um instrumento musical sabe.

Música boa é aquela que... transcende o óbvio, faz emocionar mas também é aquela que nos faz dançar.

Quais músicas não saem da sua playlist? São muitas mas não deixo de ouvir Bach, Chopin, Pixinguinha, Jobim, Gilberto Gil, Michael Jackson e  Kraftwerk. 

Uma qualidade: ver sempre o lado positivo das situações.

Um defeito: ser resmungão ou rabugento.

Uma palavra chave: existência.

A melhor invenção da humanidade? São tantas maravilhosas, mas, acho que a internet é a mais contemporânea.

Gostaria de ter sabido antes... “que o tempo és um senhor tão bonito”(Caetano Veloso).

Reflexão de cabeceira? “Preste atenção, O Mundo é um moinho” (Cartola).

Um hábito que não abre mão? Tocar algum instrumento musical.

Quais são os seus planos? Neste momento penso que o plano futuro é continuar vivo, fazer música para poder viver, ou viver para fazer música. 

A grande música de todos os tempos? Aria da Quarta Corda de Johann Sebastian Bach (sempre que ouço me emociono) considero uma oração em forma de música.

Tocar um instrumento é um ato sagrado? Muito sagrado. Digo que muitas gente possui religiões, eu tenho a música como conexão com o divino.


 
 
 

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